Segundo a entidade, o recuo atingiu todos os subíndices do levantamento. Eis as variações:
Momento para Compra de Duráveis – queda de 1,8% no mês, a mais intensa do atual ciclo de baixa e a 3ª seguida. Em 12 meses, alta de 14,0%;
Nível de Consumo Atual – queda de 1,3% no mês, para 90,1 pontos, o menor nível desde dezembro de 2025. É o 4º mês seguido de retração;
Emprego Atual – queda de 0,7% no mês, a 1ª desde abril. Em 12 meses, alta de 1,5%;
Perspectiva Profissional – queda de 0,6% no mês e de 7,7% em 12 meses, a maior retração anual entre os componentes;
Renda Atual – queda de 0,3% no mês, a menor do levantamento. É o 5º mês consecutivo de recuo.
A Perspectiva de Consumo também recuou em outubro, segundo a CNC, mas ficou acima dos patamares de 2025. O ICF geral subiu 2,2% em relação a outubro de 2025.
Os bens duráveis acumularam inflação de 1,12% em 12 meses até setembro, segundo a CNC. No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) geral ficou em 4,58%.
MERCADO DE TRABALHO
Apenas 48,0% dos consumidores têm percepção positiva sobre a trajetória profissional. É o menor percentual desde setembro de 2022.
Já 42,7% das famílias relataram segurança no emprego, de acordo com a CNC.
FAIXAS DE RENDA
A queda mensal foi de 0,8% nas duas faixas analisadas:
famílias com renda de até 10 salários mínimos – ICF de 101,4 pontos. Compra de duráveis recuou 1,7% no mês. Renda Atual subiu 1,9% em 12 meses, o 6º resultado positivo consecutivo na comparação anual. Perspectiva de Consumo avançou 2,9% em 12 meses;
famílias com renda acima de 10 salários mínimos – ICF de 115,4 pontos. Compra de duráveis recuou 2,0% no mês. Renda Atual caiu 1,2% em 12 meses, a 3ª queda consecutiva na comparação anual. Perspectiva de Consumo subiu 5,4% em 12 meses.
O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, afirmou que a massa salarial e o emprego mantêm patamares elevados, mas que a renda do trabalhador está comprometida por passivos acumulados. Ele também citou incertezas internas e externas.
“Parcelas de dívidas e contas em atraso são o outro lado desta equação que ainda se inclina para a redução no poder de compra do brasileiro”, declarou.

