A tendência já vinha sendo observada desde que as pesquisa eleitorais das duas última semanas passaram a mostrar um crescimento nas intenções de votos para Lula. No dia 6 de outubro, logo após os resultados do 1º turno da eleição amplamente favoráveis a Flávio Bolsonaro, o CDS de 5 anos recuou para um patamar abaixo de 108 pontos, o menor desde 2020.

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Na semana passada, já havia voltado para valores entre 118 e 119 pontos, fechando em 120,2 pontos na sexta-feira.

A lógica da avaliação é que a continuação da atual política fiscal expansionista aumentaria o risco de que a dívida pública do Brasil pudesse ser ainda mais rebaixada pelas grandes agências de classificação, tornando os títulos menos atraentes para os investidores e potencialmente aumentando ainda mais as taxas de juros.

O recuo anterior teve como explicação a promessa do então candidato do PL de fazer um ajuste fiscal de bilhões no orçamento federal, quase inteiramente por meio de cortes de gastos, redução do tamanho do governo e privatizações. Isso mesmo sem Flávio Bolsonaro ter detalhado como fazer os cortes num cenário de orçamento engessado por gastos obrigatórios.

Como funcionam os credit default swaps?

Um swap de default de crédito é um derivado financeiro que oferece proteção contra eventos de crédito especificados, como um calote de um tomador corporativo. O comprador da proteção faz pagamentos ao vendedor em troca de compensação caso ocorra um evento de crédito coberto, sujeito aos termos do contrato.

Os preços dos CDS geralmente são expressos como um spread em pontos base, com 100 pontos-base equivalentes a um ponto percentual anual. ( Com Reuters )

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