Renan Santos (Missão), fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) atribuiu a derrota do senador Flávio Bolsonaro (PL) à “arrogância” do bolsonarismo.
“O governo Lula foi um governo fraco. Uma vitória que foi construída em cima da arrogância da família Bolsonaro e dos membros daquilo que a gente chama de bolsonarismo”, disse. Segundo Renan, o campo da direita brasileira precisaria deixar de associar esse aspecto ideológico à família Bolsonaro.
“Você não vai conseguir vencer o PT desse jeito. Mentindo pro eleitor, dançando, votando em corrupto”, afirmou, dizendo que a sua candidatura seria mais viável do que a do senador carioca.
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Já Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás, disse em entrevista que defendia uma “renovação”. “Mas nós, como democratas que somos, nos curvamos à decisão da maioria e à decisão da apuração. Essa sempre foi a nossa característica”, disse.
Romeu Zema (Novo), por outro lado, foi mais incisivo e chegou a contestar o processo. Sem apresentar qualquer prova, o ex-governador mineiro disse que o Brasil teria vivido um “golpe à la Venezuela”.
“Fez a mesma coisa que o ditador da Venezuela fez, prorrogando a eleição. Mas agora vamos trabalhar, que vai aí mais quatro anos de farra para sustentar. A conta vai continuar chegando. Porém, cada vez mais alta”, disse Zema.
Ele fez referência à decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar por duas horas o fim da votação. A decisão do ministro do Supremo preencheu a omissão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, que não decidiu acerca de pedidos relacionados a problemas de transporte público no país.
O escritor e psiquiatra Augusto Cury (Avante), terceiro colocado no primeiro turno, não se manifestou sobre o resultado final da eleição presidencial.
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