Segundo relatório divulgado nesta segunda-feira (26), o primeiro deles é a composição do Congresso. O banco avalia que um Legislativo de inclinação à direita tende a impor limites à atuação do Executivo.
O segundo é a crescente relevância estratégica do Brasil , especialmente em áreas como minerais críticos e manufatura avançada, que pode continuar atraindo investimento estrangeiro.
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Apesar da cautela com o desempenho agregado dos ativos brasileiros, o banco ressalta que algumas empresas podem apresentar desempenho relativo superior nos próximos meses
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Congresso pode limitar deterioração
Na avaliação do UBS, a composição do Congresso pode funcionar como um contrapeso para a política econômica do novo governo.
O banco considera que um Legislativo mais à direita deve restringir a capacidade de ação do Executivo, reduzindo o risco de uma deterioração mais profunda das condições fiscais.
Esse fator aparece no relatório divulgado hoje, logo após o resultado final das eleições, como um dos elementos que podem limitar a intensidade da correção dos ativos brasileiros.
Minerais críticos podem sustentar investimento
O outro fator destacado pelo UBS é a posição estratégica do Brasil na economia global.
Segundo o banco, a importância crescente do país em minerais críticos e algumas áreas de manufatura avançada pode oferecer uma fonte estrutural de suporte para o investimento estrangeiro.
Esse fluxo, na avaliação do UBS, pode ajudar a amortecer parte da pressão sobre os ativos locais mesmo em um ambiente de maior incerteza fiscal.
UBS ainda espera devolução de parte do rali
Apesar desses fatores, o cenário-base do UBS continua sendo de correção após o forte movimento observado desde o primeiro turno.
O banco afirma que ações, real e juros podem voltar para níveis mais próximos dos registrados antes da primeira votação, com possibilidade de desempenho temporariamente pior do que esses patamares.
Para o UBS, a magnitude dessa correção dependerá principalmente dos sinais fiscais dados pelo governo e da capacidade de apresentar um programa crível de consolidação das contas públicas.
O banco também cita como riscos para sua avaliação eventuais surpresas positivas na política fiscal, mudanças relevantes nos juros globais e a continuidade da entrada de recursos estrangeiros na Bolsa brasileira.
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