De acordo com a delegada Nathalia Luz Pessoa, as agressões teriam ocorrido na noite de 19 de outubro. As meninas relataram que, além das queimaduras, foram obrigadas a dormir do lado de fora da residência como forma de castigo. Exames realizados no Instituto Médico Legal (IML) constataram queimaduras, inclusive de segundo grau, e outras lesões corporais.

O homem exerceu o direito constitucional de permanecer em silêncio e informou que prestaria declarações apenas em juízo. Como o nome do suspeito não foi divulgado, o g1 não conseguiu contato com a defesa até a última atualização desta reportagem.

Meninas de 11 e 12 anos apresentam queimaduras após supostas agressões cometidas pelo pai, em Águas Lindas de Goiás

Justiça mantém condenação de 10 PMs por torturar e dar até choque em inocente para que confessasse homicídio e estupro em Goiás, diz MPF

Menino de 4 anos resgatado com sinais de tortura em prédio de Goiânia é entregue ao pai

Polícia investiga maus-tratos a menina de 2 anos que foi levada a hospital sem duas unhas e com lesões no intestino, em Goiânia

Crianças relataram agressões ao Conselho Tutelar

O caso chegou ao conhecimento das autoridades depois que uma das meninas foi à escola com lesões visíveis pelo corpo. A direção da unidade acionou o Conselho Tutelar e a Polícia Militar, que localizaram o suspeito e apreenderam o objeto apontado como instrumento das agressões.

Segundo a delegada, foram as próprias crianças que relataram à conselheira tutelar como as agressões aconteceram, durante o atendimento no IML. A mãe das meninas confirmou parte dos relatos, mas apresentou versões diferentes sobre as queimaduras sofridas pelas filhas.

Em relação à criança de 11 anos, a mulher afirmou que a queimadura no rosto foi acidental e ocorreu quando o pai se virou enquanto segurava o carvão quente. Já sobre a filha mais velha, de 12 anos, a mãe reconheceu que o homem encostou o carvão quente nas mãos e na perna da menina intencionalmente, como forma de castigo.

O homem foi autuado em flagrante por tortura-castigo, crime previsto na Lei nº 9.455/1997. A legislação prevê aumento de pena quando a vítima é criança. A prisão em flagrante foi posteriormente convertida em preventiva, e o suspeito permanece à disposição da Justiça.

Segundo a Polícia Civil, o Conselho Tutelar acompanhou os procedimentos de atendimento e proteção das vítimas. As duas meninas estão sob os cuidados da mãe.

Imagens mostram lesões nas mãos e na perna das crianças; pai é suspeito de usar objeto aquecido para castigá-las

VÍDEOS: últimas notícias de Goiás