Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio relatou que agentes federais o abordaram quando deixava a residência do pai, em Brasília. Além disso, afirmou que está proibido de sair do Brasil .

“Hoje de manhã, fui visitar meu pai, como vocês sabem ele está em prisão domiciliar. E quando eu estava saindo, a Polícia Federal do Lula estava na porta da casa dele”, declarou.

O senador acrescentou que recebeu a intimação no meio da rua. Ele classificou a medida como uma tentativa de intimidação, mas garantiu que cumprirá a determinação.

Flávio Bolsonaro atribui decisão de Moraes a declaração de Eduardo

Segundo Flávio Bolsonaro, a decisão de Alexandre de Moraes teve como base uma declaração de seu irmão, Eduardo Bolsonaro , que vive nos Estados Unidos.

Em 23 de outubro , Eduardo defendeu que o senador deixasse o Brasil caso fosse derrotado na eleição presidencial.

Flávio, no entanto, negou ter manifestado qualquer intenção de sair do país. Por isso, questionou os fundamentos da medida judicial.

“A decisão do Moraes se baseou numa fala do Eduardo de 23 de outubro, que eu deveria deixar o país se perdesse a eleição. Eu nunca falei isso. Isso é motivo para tirar meu passaporte? Isso é justiça?”, questionou.

O parlamentar disputou o segundo turno da eleição presidencial no domingo (25) e foi derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) .

Senador fala em intimidação e promete entregar passaportes

Durante a gravação, Flávio Bolsonaro criticou a determinação atribuída ao ministro do STF. Ele também afirmou que pretende contestar a medida pelos meios legais.

“Clara tentativa de me intimidar, mas ninguém vai me calar”, declarou.

Apesar das críticas, o senador garantiu que entregará os documentos à Polícia Federal.

“Eu nunca pensei em sair do país. Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração”, concluiu.

A declaração ocorre um dia após a derrota de Flávio na disputa presidencial de 2026 . O senador não detalhou outros fundamentos jurídicos da decisão mencionada no vídeo.