A declaração foi dada em entrevista à Broadcast , um dia depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Durigan disse que a revisão de despesas poderá ajudar a conciliar o compromisso com as contas públicas e as promessas feitas por Lula durante a campanha eleitoral, especialmente nas áreas de saúde, educação e programas sociais. O ministro não apresentou estimativas de economia nem detalhou propostas de alteração.

O chefe da equipe econômica afirmou que o governo pretende discutir a distribuição dos recursos públicos para acomodar novas prioridades sem comprometer a responsabilidade fiscal.

Segundo Durigan, o Ministério da Fazenda tem a responsabilidade de preservar as contas públicas, mesmo diante das demandas por ampliação de investimentos e benefícios sociais.

REVISÃO DE GASTOS

Entre os pontos mencionados pelo ministro estão as emendas parlamentares, utilizadas por congressistas para direcionar recursos do Orçamento federal, e os supersalários, remunerações que ultrapassam o teto constitucional no serviço público.

Durigan também citou as aposentadorias especiais, mas não especificou quais modalidades poderiam ser revistas nem se eventuais mudanças atingiriam apenas futuros beneficiários.

As medidas ainda estão no campo das discussões. O ministro não informou quando serão apresentadas propostas nem quais alterações dependerão de aprovação do Congresso.

A revisão das despesas integra a estratégia da Fazenda para abrir espaço fiscal no próximo mandato de Lula, que começará em 1º de janeiro de 2027.

O governo também pretende buscar o centro da meta fiscal, em vez de se limitar ao piso da margem de tolerância permitido pelas regras atuais.

Para isso, Durigan afirmou que poderá propor mudanças na legislação ou até na Constituição ainda em 2026.

O desafio da equipe econômica será conciliar o aumento de despesas prometido durante a campanha com a necessidade de melhorar o resultado primário e conter o avanço da dívida pública.