# Vivo lança internet móvel via satélite em parceria com Starlink

- Seção: Brasil
- Fonte: CNN Brasil (https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/tecnologia/vivo-lanca-internet-movel-via-satelite-em-parceria-com-starlink/)
- Publicado em: 2026-10-27T00:52:14.000Z
- URL: https://www.itatiba1.com.br/noticia/1376839-vivo-lanca-internet-movel-via-satelite-em-parceria-com-starlink

> A Vivo fechou uma parceria com a Starlink , de Elon Musk, para oferecer internet móvel por satélite em todo o território brasileiro. O novo serviço conecta celulares diretamente aos satélites na órbita da Terra. Essa tecnologia é conhecida…

O novo recurso foi batizado de &#8220;Vivo Satélite&#8221; e passa a valer a partir desta segunda-feira (26) sem custo adicional, para todos os planos pós-pagos e para alguns planos do tipo controle e pré-pago por 12 meses.

A oferta vai atender 50 milhões de consumidores neste lançamento, quase metade da base móvel total da companhia, de 105 milhões. Já os clientes empresariais poderão experimentar a conexão gratuita por três meses. Depois, o D2D estará disponível mediante contratação.

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A Starlink passou os últimos meses se preparando para ofertar o novo serviço no Brasil. A internet por satélite é a grande aposta do magnata Elon Musk para acelerar o crescimento do grupo no setor de telecomunicações.

A Starlink já tem mais de 10 milhões de clientes de internet fixa no mundo. O Brasil, aliás, é o segundo maior mercado do grupo, ultrapassando 1 milhão de acessos. Só que esse serviço requer antena e roteador em solo para captar o sinal do espaço.

O novo passo agora é a tecnologia D2D, de internet móvel, conectando celulares sem equipamentos em solo. Nesta vertical, a empresa de Musk vai trabalhar em parceria com as operadoras locais no Brasil, assim como já faz nos Estados Unidos e em alguns vizinhos da América Latina, como Chile.

Cobertura para áreas remotas

A grande vantagem do D2D é levar a internet para locais remotos – como zonas rurais, áreas florestais, rodovias, entre outros – onde não há torres, antenas ou redes de fibra ótica.

&#8220;Com essa parceria, temos um potencial enorme para complementar o serviço móvel para os clientes onde não temos infraestrutura&#8221;, afirmou o Chefe de Operações da Vivo, Alex Salgado, em entrevista exclusiva.

&#8220;Nossa cobertura terrestre chega a mais de 98% da população brasileira. Esses menos de 2% que faltam são pessoas espalhadas em um território muito grande, onde o D2D é a tecnologia certa para o atendimento&#8221;, completou.

Já a desvantagem está na velocidade da navegação inferior à do sinal 4G/5G. Isso acontece em razão da distância maior a ser percorrida pelo sinal dos celulares até os satélites, que ficam a uma altitude de 550 quilômetros, afetando a latência.

Assim, o D2D será capaz de atender apenas algumas funções básicas, como mensagens de texto via SMS, troca de arquivos de áudio e chamadas de voz via WhatsApp (vídeo não funciona, ou funciona mal), Google Maps e o aplicativo da operadora.

&#8220;Nós estamos fazendo uma comunicação consciente para as pessoas não acharem que o D2D terá a mesma qualidade da internet do 5G. A rede satelital é para uma comunicação essencial nessas áreas mais remotas, onde as pessoas costumavam ficar sem sinal&#8221;, ponderou Salgado.

Há também certas restrições de celulares. Os aparelhos mais novos dos sistemas IOS e Android passaram por atualizações que permitem um ajuste automático para habilitar os aplicativos a funcionar por meio do sinal D2D. Já os celulares mais antigos vão demandar um ajuste manual nas configurações.

O sinal da Starlink usará a faixa de 2,6 Ghz da Vivo. A parceria não tem prazo pré-definido, nem exigência de exclusividade. Ambas as empresas podem firmar outras parcerias para explorar o D2D. Os termos comerciais do acordo são mantidos sob sigilo.

Sete milhões já testaram

O número de brasileiros que já se conectaram ao D2D de Starlink e Vivo chegou a 7 milhões de pessoas. As conexões foram realizadas durante a fase de testes ao longo da última semana até o lançamento oficial nesta segunda-feira, 26.

&#8220;Isso é enorme. São pessoas que, de outra forma, teriam tido chamadas interrompidas, não teriam conseguido completar, por exemplo, uma mensagem de texto, ou estariam em uma área totalmente sem sinal móvel&#8221;, destacou Sharon Zhang, Diretora de política regulatória de satélites da Starlink, na SpaceX, em entrevista.

&#8220;Essa parceria com a Vivo é a concretização da nossa estratégia de longo prazo para o Starlink Mobile, que é trabalhar com operadoras no mundo todo para oferecer cobertura suplementar, algo extremamente impactante em um mercado como o Brasil&#8221;, acrescentou.

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Para a Vivo, que não cobrará pelo uso dos consumidores, o negócio representa um investimento para se diferenciar das concorrentes. &#8220;Estamos pensando no benefício que vamos levar ao usuário com esse ganho de cobertura&#8221;, afirmou o Chefe de Operações.

Já no braço empresarial, a Vivo espera fechar novos contratos de conectividade com a extensão da cobertura. A tele já atende empresas do agronegócio, logística e infraestrutura, por exemplo, com crescimento acelerado da receita nos últimos meses. &#8220;O D2D pode gerar mais negócios aí&#8221;.

Nos próximos anos, a Starlink prevê lançar novas gerações de satélites que prometem maior velocidade de navegação. Lá fora, a empresa de Musk está investindo também na compra de frequências e no licenciamento de torres, para operar sozinha como operadora móvel.

Salgado declarou que a evolução da internet por satélite será positiva para o mercado como um todo, indicando que não trata a Starlink como uma concorrente direta. &#8220;Vejo com bons olhos a evolução da tecnologia e as perspectivas de novas gerações de satélites. Conforme surjam, vamos incorporando&#8221;, disse.

&#8220;Essa é uma tecnologia que veio para ficar. Mas o D2D é para complementar, não substituir. A rede terrestre tem uma performance muito melhor. Não vejo uma evolução do satélite que possa substituir isso&#8221;, afirmou o executivo.

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