O resultado eleitoral contrariou as expectativas de parte do mercado, que apostava na vitória de Flávio Bolsonaro (PL), visto como mais disposto a promover um ajuste fiscal. A mudança nas perspectivas para a política econômica provocou uma reavaliação dos ativos brasileiros.
As maiores perdas recentes ocorreram em março de 2020, durante o avanço da covid-19. Em 12 de março, o Ibovespa caiu 14,78%; no dia 16, recuou 13,92%. O temor de uma recessão global e as restrições à atividade econômica provocaram forte aversão ao risco.
Em 12 de novembro de 1997, o índice caiu 15%, durante a crise financeira asiática, que provocou fuga de capitais de mercados emergentes. Em 15 de outubro de 2008, a queda foi de 11,4%, diante da crise financeira global agravada pela quebra do banco norte-americano Lehman Brothers.
Já em 5 de setembro de 1994, o Ibovespa recuou 10,5%, sob as incertezas do Plano Real depois da saída do então ministro da Fazenda, Rubens Ricupero.

