Em nota divulgada nas redes sociais, Ramuth declarou: “ Confio plenamente no processo eleitoral brasileiro. Trabalhamos para oferecer ao Brasil uma mudança que consideramos necessária, mas a maioria dos eleitores escolheu outro caminho, e respeito o resultado das urnas”.
Ele criticou o PL (Partido Liberal) por questionar o resultado das urnas. “ Causou estranheza o próprio PL ter solicitado a prorrogação da votação, ainda que em locais específicos. Além disso, o total de votos registrados após as 17 horas em todo o país foi insignificante diante da diferença entre os candidatos” , declarou Ramuth.
“ Se havia alguma dúvida quanto a essa prorrogação, o mais coerente seria tê-la questionado antes da apuração dos votos, e não somente após a confirmação do resultado” , disse.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ainda não se manifestou sobre o resultado das eleições.
Flávio questionou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, de prorrogar o horário de votação até as 19h –embora sua campanha também tenha pedido pela prorrogação . Declarou que fiscais do PL foram retirados da sala-cofre do Tribunal Superior Eleitoral durante a apuração, informação negada pelo Tribunal .
Segundo o TSE, só 34.330 votos foram registrados depois das 17h de domingo (25.out). Lula venceu Flávio por uma diferença de 4.430.191 votos.
Na 2ª feira (26.out), o PL reconheceu a reeleição de Lula, em nota assinada pelo presidente da sigla, Valdemar Costa Neto . Porém, o partido defendeu esclarecimentos sobre os questionamentos levantados durante o processo eleitoral, citando os gastos do governo Lula na reta final das eleições .
RECUO DE FLÁVIO
A campanha de Flávio mudou a estratégia jurídica. Na 2ª feira (26.out), a assessoria do senador confirmou ao Poder360 que, por enquanto, não dará continuidade ao pedido de anulação da votação . A intenção agora é apresentar uma ação de investigação judicial eleitoral para questionar eventuais abusos de poder político e econômico da campanha petista.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o senador anunciou que pedirá a cassação da chapa de Lula, sob a alegação de uso indevido da máquina pública e disseminação de informações falsas durante a disputa. “Então eu vou pedir sim a cassação da chapa do Lula por todos os abusos que ele cometeu. A lei tem que valer para todo mundo”, disse.

