Nos últimos cinco pregões, o Ibovespa acumulou queda de 14%, para 176.608 pontos, enquanto o índice de small caps despencou 25%. Em contrapartida, setores ligados a commodities conseguiram mostrar maior resiliência, com papel e celulose, agronegócio e mineração entre os destaques positivos.

Na avaliação do banco, a correção também tornou a Bolsa brasileira significativamente mais barata. O Ibovespa passou a negociar a 8,1 vezes lucro projetado, abaixo da média histórica de 10 anos, de 10 vezes. Excluindo Petrobras ( PETR4 ) e Vale ( VALE3 ), o múltiplo chega a 9 vezes, mais de 1,5 desvio padrão abaixo da média histórica de 11,9 vezes.

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Além disso, 11 dos 16 setores acompanhados pelo Itaú BBA negociam com desconto em relação às suas médias históricas, enquanto quase 65% das empresas do Ibovespa estão sendo negociadas abaixo dos múltiplos médios dos últimos cinco anos.

Sete ações chamam atenção após o sell-off

Diante desse cenário, os estrategistas selecionaram sete papéis que passaram a apresentar métricas de valuation particularmente atrativas após a forte correção.

Entre as empresas ligadas a concessões e utilities , o destaque ficou para Sabesp ( SBSP3 ) e Orizon ( ORVR3 ), que oferecem taxas internas de retorno reais consideradas elevadas, de 12,4% a 18,1%, muito acima da taxa real de longo prazo da economia brasileira. A Axia ( AXIA3 ) também aparece entre os destaques, com retorno real estimado de 14,8%.

No setor imobiliário, a construtora Cury ( CURY3 ) chamou atenção pela capacidade de geração de dividendos. O banco estima dividend yield de 12,9% para 2027 e de 14,9% para 2028.

Já no segmento financeiro, o Itaú BBA destaca a XP Inc. (XP; BDR: XPBR31 ), que passou a negociar a apenas 7 vezes lucro projetado, além de oferecer rendimento de dividendos de cerca de 7% para 2027. No setor de saúde, Rede D’Or ( RDOR3 ) é destaque, com desconto de 35% em relação ao histórico.

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Fechando a lista, a Petrobras ( PETR4 ) segue entre as preferidas sob a ótica de geração de caixa. O banco projeta dividend yield de aproximadamente 12% para 2027 e destaca um retorno de fluxo de caixa livre (FCF yield) de 17% no período.

Utilities e shoppings ganham destaque

O relatório também mostra uma preferência tática por setores defensivos e geradores de caixa. Entre os chamados “bond proxies”, utilities e shoppings passaram a oferecer retornos implícitos significativamente acima dos juros reais de longo prazo.

Segundo os estrategistas, empresas como Orizon ( ORVR3 ), Equatorial ( EQTL3 ), Copasa ( CSMG3 ), Axia ( AXIA3 ) e Sabesp ( SBSP3 ) apresentam alguns dos maiores retornos reais da Bolsa atualmente.

Além das ações específicas, o relatório aponta que os setores mais descontados da Bolsa são educação, varejo, transporte e saúde, todos negociando com descontos de 36% a 52% em relação às suas médias históricas. Já entre os setores com os múltiplos mais baixos estão construção civil, educação e petróleo e gás.

Para o Itaú BBA, embora a volatilidade de curto prazo continue elevada, a magnitude da correção já recolocou boa parte do mercado brasileiro em patamares de valuation considerados atrativos, especialmente para investidores dispostos a focar em geração de caixa, dividendos e ativos defensivos.

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