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Além das negociações em bolsa, a taxa de câmbio no varejo aumentou 10 pesos no Banco Nación e chegou a 1.560 – no atacado, a cotação foi a 1.540 pesos. Em termos nominais, foi o maior salto desde 24 de agosto.
Os títulos da dívida argentina recuaram até 2,8% e isso impulsionou novamente o risco-pais, com o indicador do JP Morgan aumentando 8,2%, para 765 pontos. Uma prova de que não foi apenas o efeito da eleição do Brasil que piorou a percepção sobre a Argentina é que esse indicador já avançou 26% em outubro.
Os economistas locai veem três tipos de contágio que uma piora nos indicadores brasileiros podem acarretar a Argentina. O primeiro é no campo comercial: como o Brasil é o principal destino das exportações industriais argentinas, um Real mais fraco tende a penaliza setores como o automotivo.
O segundo é pelo lado financeira: explicitado pela compressão do risco-país; a reversão desse prêmio regional agora se baseia em um spread no maior do ano.
Por fim, é citado por especialistas o risco setorial: empresas com exposição ao Brasil e bancos, que tinham liderado uma recuperação do Merval na última sexta-feira, são os ativos com o beta mais alto contra a correção.
Um exemplo de risco setorial de uma empresa que não está no Merval, mas que tem títulos no mercado internacional é o Mercado Livre. Nesta segunda-feira, o ADR da empresa de comércio digital negociado em Nova York teve uma expressiva queda de 7,81%, para US$ 1.668,72. Enquanto isso, o BDR ( MELI34 ) fechou o dia com recuo de 1,26%.
A sensibilidade dessa empresa ao cenário brasileiro é explicada por sua posição no Brasil. No último relatório financeiro trimestral da companhia, foi informado que 52% da receita da empresa veio do Brasil. Dos US$ 10,196 bilhões anunciados de receita operacional e financeira, US$ 5,530 bilhões vieram do Brasil.
Calcula-se que a plataforma possui uma participação próxima a 35% do comércio eletrônico brasileiro, combinando serviços de vendas digitais com a infraestrutura financeira do Mercado Pago.
No recente estudo “Mapa do Consumo Brasileiro“, elaborado pela fintech Klavi, o Mercado Livre era a plataforma preferida nos estados de São Paulo (56,32%), Rio de Janeiro (52,05%), Santa Catarina (52,38%), Paraná (51,43%) e Rio Grande do Sul (48,43%).
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