Matheus Tagé / A Tribuna Jornal

A Prefeitura de Santos, no litoral de São Paulo, prorrogou a suspensão das aulas na Unidade Municipal de Ensino (UME) Pedro II por causa de uma infestação de roedores na escola. A previsão é que as aulas fossem retomadas nesta terça-feira (27), mas novos trabalhos precisaram ser realizados na unidade, para garantir o retorno seguro dos alunos e profissionais.

A paralisação das atividades escolares começou no dia 21 de outubro. A previsão é que os alunos ficassem sem aulas até esta segunda-feira (26), quando foi anunciado o novo aumento da suspensão, após a identificação da necessidade de intervenções de maior complexidade.

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Segundo a administração municipal, após a retirada do bambuzal do pátio da unidade, a empresa contratada, especializada no controle de pragas, identificou tocas mais profundas. Por isso, será necessário o uso de uma retroescavadeira para a completa remoção e segurança do espaço.

Ainda de acordo com a prefeitura, nesta segunda-feira (26), técnicos da Secretaria da Educação, da Zoonose e representantes da Secretaria Municipal das Prefeituras Regionais se reuniram com a comunidade escolar, a fim de esclarecer a situação e informar sobre a continuidade da suspensão.

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Durante o período de paralisação das aulas presenciais, os alunos terão à disposição atividades pedagógicas para realização em casa. A retirada do material deve ser feita na própria unidade, das 10h às 12h ou das 15h às 17h. A reposição dos dias letivos será definida posteriormente.

Na quarta-feira (28), será realizada nova vistoria técnica na unidade para verificar o andamento dos serviços e avaliar a possibilidade de retorno das atividades presenciais na quinta-feira (29).

A Secretaria da Educação informou que as famílias serão informadas com novo comunicado ao longo da próxima quarta-feira, e reforçou que a medida é preventiva, para garantir o retorno seguro dos alunos e profissionais.

Ratos na escola

Segundo a Secretaria de Educação, os animais foram encontrados na área externa da unidade. Uma mãe, porém, relatou ao g1 que crianças viram ratos circulando dentro do prédio e que um dos animais foi visto no bebedouro.

A mãe de uma aluna, que preferiu não ser identificada, demonstrou indignação com a situação e questionou as medidas de prevenção adotadas na unidade.

"É revoltante, [um sentimento] de indignação. Tem crianças que viram ratos passando por elas, outra viu no bebedouro da escola. Olha a gravidade disso", afirmou.

A mulher contou que trabalha em casa e consegue permanecer com a filha durante a suspensão, mas demonstrou preocupação com outras famílias. "Acredito que muitas famílias estão numa situação bem complicada para poder se organizar com suas crianças", disse.

Medidas contra os roedores

Durante o fechamento da unidade, a prefeitura informou que foram realizados os seguintes serviços:

Retirada do bambuzal: remoção da vegetação do pátio, apontada como possível abrigo para os roedores;

Remoção dos bancos: retirada das estruturas para eliminar possíveis pontos de abrigo e circulação dos animais;

Limpeza e desratização: serviços de limpeza, desratização e desinfecção da área externa e do entorno da escola, com acompanhamento dos órgãos competentes.

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