A operação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar em contratos do governo do Estado do Rio de Janeiro.

Um dos alvos da operação é o deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ). Ele já havia sido alvo da 1ª fase da Castratio , deflagrada em maio deste ano, por suspeitas de desvio de emendas parlamentares e fraudes em licitações.

As ordens judiciais foram autorizadas pelo ministro Flávio Dino , do Supremo Tribunal Federal . A investigação tramita no STF em razão do foro por prerrogativa de função do deputado.

A 1ª fase da operação apurou suspeitas de irregularidades em contratos firmados entre a Seappa (Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento) e a empresa Consuvet para a prestação de serviços de castração e esterilização de animais.

Queiroz comandava a secretaria de outubro de 2019 a março de 2022, durante os governos de Wilson Witzel e Cláudio Castro (PL).

Entre as suspeitas investigadas estão superfaturamento e fraude em licitações. A soma dos contratos era de cerca de R$ 200 milhões.

Segundo a PF, os materiais obtidos na 1ª fase da investigação levaram à abertura da 2ª, que busca apurar a extensão do grupo criminoso e identificar outras possíveis práticas ilegais.

Os fatos investigados podem configurar crimes como peculato, corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro.

O Poder360 procurou Marcelo Queiroz enviando mensagem aos responsáveis por sua campanha à reeleição para perguntar se o deputado gostaria de se manifestar a respeito da operação da PF. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.