“Vamos buscar o centro da meta” , afirmou Durigan em entrevista a jornalistas no Ministério da Fazenda.
O ministro declarou que o governo federal mantém a busca pela estabilidade do mercado financeiro e a responsabilidade fiscal sem adotar retaliações depois da eleição.
Mercados no pós-eleição
Durigan disse também que a reação do mercado na 2ª feira (26.out.2026), depois da eleição presidencial foi “de posição” por causa das expectativas que o próprio mercado adotou. Declarou não acreditar que seja uma desconfiança dos investidores em relação às contas públicas.
“O mercado estava apostando em uma vitória eleitoral de um determinado candidato. O presidente Lula, em uma vitória histórica, desbancou a expectativa do mercado. E agora o mercado troca de posição” , afirmou Durigan.
O ministro falou também sobre a recompra de títulos públicos que o Tesouro Nacional realizou na 2ª feira (26.out) por causa do nervosismo do mercado. Disse que isso ajudou o governo “a dar uma estabilidade” .
“Hoje, já estamos entrando em um momento de racionalidade. Buscamos, nesta semana, estabilizar” , afirmou Durigan.
Alta do dólar e queda da Bolsa
O dólar registrou na 2ª feira (26.out) a 3ª maior alta diária desde o início do Plano Real, em 1994. A taxa Ptax, calculada diariamente pelo Banco Central, subiu 9,20%, para R$ 5,40, depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o seu 4º mandato.
A disparada refletiu a frustração dos investidores pelo resultado das eleições, que contrariou as expectativas de parte do mercado financeiro, que apostava na vitória de Flávio Bolsonaro (PL). O senador era visto por investidores como um candidato mais disposto a promover um ajuste fiscal e conter o avanço das despesas públicas.
O Ibovespa, principal índice da B3, caiu 13,88% na 2ª feira (26.out). Foi a 3ª maior queda diária desde o início da pandemia de covid-19 e a 5ª maior desde 1994, segundo levantamento da consultoria Elos Ayta.

