“O mercado estava apostando em uma vitória eleitoral de um determinado candidato. O presidente Lula, em uma vitória histórica, desbancou a expectativa do mercado. E agora o mercado troca de posição” , afirmou Durigan em entrevista a jornalistas no Ministério da Fazenda.
O ministro disse esperar que nesta 3ª feira (27.out) seja mantido no mercado “um nível de racionalidade sem grandes oscilações” . Às 10h54, o dólar estava em queda de 1,71%, a R$ 5,311, e a Bolsa em alta de 0,30%, a 177.131,69 pontos.
Durigan falou também sobre a recompra de títulos públicos que o Tesouro Nacional realizou na 2ª feira (26.out) por causa do nervosismo do mercado. Disse que isso ajudou o governo “a dar uma estabilidade” .
“Hoje, já estamos entrando em um momento de racionalidade. Buscamos, nesta semana, estabilizar” , afirmou Durigan.
O ministro disse também que pode haver uma nova recompra de títulos públicos nesta 3ª feira (27.out).
Alta do dólar e queda da Bolsa
O dólar registrou na 2ª feira (26.out) a 3ª maior alta diária desde o início do Plano Real, em 1994. A taxa Ptax, calculada diariamente pelo Banco Central, subiu 9,20%, para R$ 5,40, depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o seu 4º mandato.
A disparada refletiu a frustração dos investidores pelo resultado das eleições, que contrariou as expectativas de parte do mercado financeiro, que apostava na vitória de Flávio Bolsonaro (PL). O senador era visto por investidores como um candidato mais disposto a promover um ajuste fiscal e conter o avanço das despesas públicas.
O Ibovespa, principal índice da B3, caiu 13,88% na 2ª feira (26.out). Foi a 3ª maior queda diária desde o início da pandemia de covid-19 e a 5ª maior desde 1994, segundo levantamento da consultoria Elos Ayta.

