O empresário Leandro Batista da Nóbrega, dono do Frigorífico Goiás, tem cerca de um milhão de seguidores nas redes sociais, onde ele publica diversos conteúdos sobre seu posicionamento político (veja quem é o empresário abaixo). O empresário foi proibido pela Justiça de pagar uma viagem para apoiadores do presidente Lula (PT) no dia da Eleição 2026.

Leandro da Nóbrega afirma que abriu sua empresa aos 17 anos. Com o Frigorífico Goiás, começou a vender peças de carne com o rosto de políticos, como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump; o presidente da Argentina, Javier Milei; o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL), conquistando a admiração de alguns consumidores.

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O empresário também é conhecido por uma atitude polêmica que gerou uma ação do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) contra ele. Em 2025, Leandro colocou um anúncio na porta de seu frigorífico que dizia: "Petista aqui não é bem-vindo".

Na época, uma ordem judicial determinou a retirada do cartaz, determinação que a empresa afirmou que cumpriu. Durante as Eleições de 2026, Leandro usou as redes sociais para declarar apoio ao candidato Flávio Bolsonaro (PL), que concorria à Presidência da República, e esteve presente no encontro do senador que reuniu sertanejos em Goiás e acompanhou a apuração com Flávio, em Brasília.

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Polêmica com cartaz e carne jogada por helicóptero

O cartaz "contra petistas" chegou ao conhecimento do MP-GO após uma denúncia do deputado estadual Mauro Rubem (PT). O parlamentar afirmou que o frigorífico expôs “uma placa discriminatória contra pessoas filiadas ou simpatizantes do Partido dos Trabalhadores”.

A ação civil pública movida pelo MP-GO é coletiva e trata de proteção ao consumidor. Na decisão que determinou a retirada, o órgão julgou procedente um pedido de tutela de urgência.

“Defiro o pedido de tutela provisória de urgência para determinar que a parte ré retire, em até 48 horas, qualquer comunicação, localizada em seu estabelecimento ou em suas redes sociais, relacionada ao acesso ou atendimento de pessoas, que contenha qualquer mensagem discriminatória por convicção político-partidária”, salientou o magistrado.

Cartaz do Frigorífico Goiás, em Goiás

Fábio Lima/O Popular

Em fevereiro, o frigorífico foi condenado a pagar R$ 130 mil por discriminação, sendo que R$ 30 mil referem-se ao dano moral coletivo e R$ 100 mil, em razão do descumprimento de decisões judiciais anteriores. Sobre este caso, o advogado Carlos Olivo informou que a defesa ingressou com recurso e aguarda julgamento.

O Frigorífico também foi processado em R$ 500 mil pelo Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec/GO), que acusava o estabelecimento de excluir clientes com base em convicção político-partidária. Sobre este processo, o advogado informou que a denúncia foi julgada improcedente.

Já a polêmica envolvendo um helicóptero aconteceu quando o empresário usou uma aeronave para jogar carne para moradores em Aparecida de Goiânia, na véspera de Natal. Nas imagens, é possível ver a aeronave sobrevoando uma área de pasto enquanto uma multidão de pessoas corre atrás.

Helicóptero de frigorífico joga carne para moradores em Aparecida de Goiânia

A ação dividiu opiniões nas redes sociais. Alguns internautas parabenizaram a iniciativa, enquanto outros afirmaram que a distribuição poderia ter sido realizada de outra forma.

Na época, a empresa informou que a decisão foi tomada por critérios de segurança e responsabilidade. "A organização tentou, por diversas vezes, estabelecer uma fila exclusiva para as crianças, visando proporcionar uma experiência segura e ordenada. Apesar dos esforços da equipe, infelizmente não houve colaboração por parte de alguns adultos, que não respeitaram a organização definida, gerando uma situação de risco".

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