A densa camada de fumaça provocada pelos incêndios florestais no oeste do Pará impediu a decolagem de seis aviões contratados pelo Ibama para combater o fogo nesta segunda-feira. As aeronaves do modelo Air Tractor, que lançam água sobre os focos de incêndio, precisaram permanecer em solo no aeroporto de Santarém devido à falta de visibilidade e de condições seguras para o voo.

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Os aviões haviam pousado no município no último sábado (24) para reforçar as ações integradas de combate ao fogo. A prioridade de atuação do grupo aéreo são as áreas consideradas mais críticas na região, como os Projetos de Assentamento (PA) Moju 1 e 2, além do Assentamento Chapadão, localizado entre Prainha e Santarém.

A mobilização na região conta com uma força-tarefa que envolve equipes do Ibama, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Corpo de Bombeiros Militar. O trabalho tem o apoio da Força Nacional e da Polícia Federal, que investigam as causas e a origem dos incêndios. Para coordenar as equipes, uma sala de situação integrada começou a operar nesta segunda-feira.

A paralisação temporária dos voos ocorre em um momento alarmante. O Pará já ultrapassou a marca de 8 mil focos de queimadas somente neste mês de outubro, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A concentração de calor é tão alta que o oeste paraense abriga seis dos dez municípios com maior número de registros de fogo no país nas últimas 24 horas. Os voos devem ser retomados assim que o espaço aéreo apresentar condições mínimas de segurança.

Queimadas no oeste do Pará: seis aeronaves já atuam no combate aos incêndios