O adiamento foi divulgado nesta 3ª feira (27.out.2026) pelo escritório de advocacia de Eduardo Maurício , que publicou informações sobre a audiência. Segundo o relato, a defesa pediu mais tempo para analisar documentos enviados pelas autoridades brasileiras sobre as condições de detenção e a assistência médica que Zambelli receberia na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia.

A sessão foi encerrada cerca de 20 minutos depois do início pela juíza Cristina Capranica, presidente da 1ª Seção Penal da Corte de Apelação de Roma. A nova audiência foi marcada para 24 de novembro.

O Ministério Público italiano considerou que os documentos enviados pelo Brasil respondiam às questões levantadas pela Justiça. Enrico Giarda, advogado da AGU (Advocacia Geral da União) que representa o país no processo, informou que os dados solicitados foram fornecidos por via diplomática.

Já a defesa apresentou novos documentos sobre o estado de saúde da ex-deputada e pediu prazo para examinar o material enviado pelo Brasil.

AUSÊNCIA NA AUDIÊNCIA

Zambelli não compareceu à sessão. Segundo informações publicadas pelo escritório de Eduardo Maurício, Pieremilio Sammarco, um dos advogados da ex-deputada, disse que a aconselhou a não ir ao tribunal para evitar “um possível mal-estar” . A presença dela não era obrigatória.

HISTÓRICO DO PROCESSO

Em julho, a Justiça italiana anulou a decisão que autorizava a extradição de Carla Zambelli e determinou uma nova análise do pedido. Os magistrados rejeitaram a alegação de perseguição política apresentada pela defesa, mas solicitaram informações adicionais sobre as condições de saúde e a assistência médica que a ex-deputada receberia no sistema prisional brasileiro.