Entre as maiores altas do pregão, a Tenda ( TEND3 ) avançava 8,86%, para R$ 22,73, liderando os ganhos do índice. Na sequência apareciam Ecorodovias ( ECOR3 ), com alta de 7,13%, e Intelbras ( INTB3 ), que subia 6,46%.

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Também entre os destaques positivos estavam a operadora de saúde Hapvida ( HAPV3 ), com valorização de 5,03%, a construtora Direcional ( DIRR3 ), que avançava 4,21%, e a varejista Magazine Luiza ( MGLU3 ), em alta de 4,15%.

O movimento ocorre um dia após uma forte correção dessas companhias na Bolsa. Na segunda-feira (26), ações de varejistas e construtoras ampliaram as perdas acumuladas desde a reeleição de Lula, em meio à preocupação dos investidores com o cenário fiscal, os juros elevados e os impactos sobre setores dependentes de crédito.

A Magazine Luiza ( MGLU3 ) caiu 58% no pregão após a reeleição do presidente, enquanto outros nomes ligados ao consumo também registraram fortes perdas no período. Já entre as construtoras, papéis como Cyrela ( CYRE3 ), MRV ( MRVE3 ), Tenda ( TEND3 ) e Direcional ( DIRR3 ) chegaram a apresentar quedas superiores a 40% no mesmo intervalo.

Nesta terça-feira, no entanto, o mercado ensaiava uma recuperação justamente nos segmentos mais penalizados. Além de Tenda e Direcional, a Cyrela ( CYRE3 ) também operava em alta, refletindo a busca por barganhas após a forte desvalorização recente.

Essas empresas costumam ser particularmente sensíveis à perspectiva para a taxa de juros, já que dependem do crédito para financiar vendas de imóveis, compras parceladas e outros produtos. Por isso, qualquer sinalização de melhora no cenário para os juros tende a beneficiar suas ações.

No caso do Magazine Luiza, a recuperação devolvia parte das perdas acumuladas nos últimos pregões, mas o papel ainda permanece muito distante dos níveis observados antes do ciclo de queda iniciado após a eleição de 2022.

A movimentação da Hapvida ( HAPV3 ) segue uma lógica semelhante. A companhia também é frequentemente classificada pelo mercado como uma ação de maior sensibilidade aos juros, o que ajuda a explicar tanto a forte volatilidade quanto a recuperação observada no pregão.

Apesar da reação desta terça-feira, analistas ressaltam que os setores de varejo, saúde e construção continuam entre os mais expostos às discussões sobre trajetória fiscal, inflação e expectativas para a política monetária nos próximos meses. Por isso, a recuperação do dia ainda é vista com cautela por parte dos investidores.

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