A Polícia Federal (PF) apura se o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado na disputa pela Presidência da República, deixou o Brasil. Um jornal argentino divulgou, durante a madrugada desta terça (27), que o senador teria saído do país pela fronteira com Puerto Iguazú, na Argentina.

Segundo duas fontes ouvidas pela agência de notícias Reuters em reportagem publicada no início da tarde. Por volta das 17h, o jornal "The New York Times", também citando duas fontes anônimas, publicou a mesma informação.

Se confirmada a fuga, essa não seria a primeira vez que um aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro deixa o país em meio a investigações ou condenações.

Relembre casos em que bolsonaristas deixaram o Brasil:

O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques foi preso em dezembro de 2025, no Paraguai, quando tentava embarcar em um voo com destino a El Salvador utilizando documentos falsos.

Silvinei havia sido condenado a 24 anos de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado.

Ele foi detido no aeroporto de Assunção, capital paraguaia, após deixar o Brasil e romper a tornozeleira eletrônica que utilizava por determinação judicial.

Depois da prisão, foi entregue às autoridades brasileiras e transferido para Brasília. Atualmente, cumpre pena na Papudinha, unidade localizada no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal.

O ex-deputado federal Alexandre Ramagem, que também comandou a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo Bolsonaro, deixou o Brasil clandestinamente em setembro de 2025.

Segundo a PF, Ramagem atravessou a fronteira de Roraima com a Guiana e, de lá, embarcou para os Estados Unidos utilizando um passaporte diplomático.

Ele foi condenado pelo STF a 16 anos e um mês de prisão por participação na trama golpista. O ex-deputado estava proibido de deixar o Brasil por determinação judicial.

Em abril de 2026, Ramagem chegou a ser detido por agentes do serviço de imigração dos Estados Unidos, em Orlando, na Flórida, mas foi liberado dois dias depois.

Ele permanece nos Estados Unidos e é alvo de um pedido de extradição apresentado pelo governo brasileiro.

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A ex-deputada federal Carla Zambelli deixou o Brasil em maio de 2025 e seguiu para a Itália, após condenações judiciais.

Zambelli foi condenada em dois processos: um por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal e outro pela invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O primeiro caso ocorreu na véspera do segundo turno das eleições de 2022, quando a então deputada perseguiu um homem negro, apoiador do presidente Lula (PT), com uma arma em punho pelas ruas de São Paulo.

Após sair do Brasil, Zambelli passou pelos Estados Unidos e seguiu para a Itália, onde foi presa em julho de 2025. A ex-deputada foi libertada em maio de 2026, após uma decisão da Justiça italiana que negou um dos pedidos de extradição apresentados pelo Brasil..

A Justiça italiana deverá reavaliar o pedido de extradição apresentado contra a ex-deputada.

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e irmão de Flávio Bolsonaro (PL), deixou o Brasil no início de 2025. Desde então, permanece nos Estados Unidos.

Em junho de 2026, ele foi condenado pelo STF a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo.

Segundo o Supremo, Eduardo atuou para pressionar autoridades brasileiras e tentar interferir no julgamento da ação penal sobre a trama golpista, na qual seu pai foi condenado.

Em outubro deste ano, o ministro Alexandre de Moraes determinou o início do cumprimento da pena e a expedição de um mandado de prisão contra Eduardo.

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