♬ Em 1976, quando Elza Soares (1930 – 2022) apresentou ao Brasil o samba “Malandro” em gravação feita para o álbum “Lição de vida”, a cantora carioca revelou os dois compositores do samba. Um era Jorge Aragão, que logo mostrou a cara como cantor, primeiramente como integrante do grupo Fundo de Quintal e, a partir de 1981, em carreira solo.
O outro, o carioca João Batista Alcântara, conhecido pelo nome artístico de Jotabê, tinha 20 anos – nascera em 19 de junho de 1946, em Santa Cruz, zona oeste da cidade do Rio de Janeiro (RJ) – e permaneceu praticamente desconhecido do público ao longo desses 50 anos, mesmo tendo se tornado um parceiro fundamental de Aragão entre 1976 e 1983.
Só que agora Jotabê também vai mostrar a cara para festejar os 50 anos de “Malandro”, samba que, embora lançado em 1976, foi composto por Aragão e Jotabê oito anos antes, em 1968, bem antes da projeção obtida pelo samba com a gravação de Elza Soares.
Com direção e roteiro de Marcos Salles, o parceiro pouco conhecido de Jorge Aragão subirá ao palco no Teatro Rival, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), para comandar o show “Malandro 50 anos – Jotabê convida”.
Com o toque do grupo Samba e Água Fresca e as participações de Bia Ferraz, Marquinho China, Wanderley Monteiro e Weber Werneck, o anfitrião vai relembrar no show a trajetória como compositor de sambas como “Cabelo pixaim” (1977), “Logo agora” (1979), “Bar da esquina” (1980), “Leva e traz” (1981), “Má intenção” (1981), “Pedaço de ilusão” (1981) e “Meu pensamento” (1983) – todos compostos em parceria com Jorge Aragão.
Michel Sapienza assina a direção musical e os arranjos do show em que Jotabê celebra 80 anos de vida e os 50 do lançamento do samba “Malandro”, além de lembrar outras parcerias com compositores como Marquinhos China, Sombrinha e Wanderley Monteiro.

