Flávio foi intimado pela Polícia Federal na 2ª feira (26.out) a entregar seus passaportes no prazo de 24 horas, em cumprimento a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O prazo para a entrega se encerrou às 12h, mas o congressista não entregou os documentos.
Na madrugada desta 3ª feira (27.out), o site argentino Infobae publicou que o senador viajou para a Argentina em um jatinho particular e que de lá seguiria para os Estados Unidos.
Eis o que pede o documento:
apuração de abandono de cargo: instauração de procedimento sobre a situação funcional e o descumprimento de deveres no Senado;
suspensão da remuneração: interrupção do pagamento de salários e benefícios durante o período de ausência;
perda do mandato: análise legal e regimental para a decretação da cassação do senador;
encaminhamento a órgãos competentes: envio das apurações à Mesa do Senado Federal e às instâncias disciplinares.
O mandato de Flávio no Senado termina oficialmente em dezembro de 2026. A decisão de dar andamento oficial ou arquivar cabe ao presidente do Senado ou ao colegiado da Mesa Diretora.
Assinam o pedido os deputados federais eleitos Sâmia Bomfim (Psol-SP), Fernanda Melchionna (Psol-RS) e Glauber Braga (Psol-RJ), Fábio Félix (Psol-DF) e Renato Freitas (PT-PR) e Jones Manoel (Psol-PE), além da vereadora Vivi Reis (Psol-PA).
SAÍDA DO PAÍS
Reportagem do Poder360 esteve na residência de Flávio no Lago Sul, bairro de Brasília. As janelas estavam fechadas e ninguém atendeu ao interfone. Mais cedo, 3 comboios deixaram o local.
De acordo com Flávio, a determinação de Moraes teve como base declaração de seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Em entrevista gravada nos Estados Unidos, onde reside, Eduardo declarou ser favorável à saída do irmão do país caso perdesse a eleição para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Flávio negou que sairia.

