# Justiça condena 3 PMs apontados como membros do 'Novo Escritório do Crime' a penas de até 63 anos de prisão

- Seção: Brasil
- Fonte: G1 (https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/10/27/justica-condena-pms-apontados-como-membros-do-novo-escritorio-do-crime.ghtml)
- Publicado em: 2026-10-27T21:58:58.000Z
- URL: https://www.itatiba1.com.br/noticia/1390809-justica-condena-3-pms-apontados-como-membros-do-novo-escritorio-do-crime-a-penas

> A Justiça do Rio condenou três policiais militares apontados como integrantes do "novo Escritório do Crime", grupo criminoso acusado de sequestros e homicídios por encomenda, além da venda clandestina de armas e munições — inclusive…

O sargento Bruno Marques da Silva, o Bruno Estilo, pegou 63 anos de prisão por organização criminosa armada e comércio ilegal de armas e munição. Já o capitão Alessander Ribeiro Estrella e o sargento Diogo Briggs Climaco das Chagas foram condenados a 27 anos de cadeia, por comércio ilegal de armas e munição.

A sentença manteve a prisão preventiva de Bruno e Alessander. Briggs poderá recorrer em liberdade.

Os dois sargentos também foram condenados à exclusão da PM, depois que forem esgotadas todas as possibilidades de recurso. Já Alessander, por ser oficial, terá o caso encaminhado ao Tribunal de Justiça, que vai decidir se ele deve ser expulso da corporação.

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Segundo a denúncia do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio, o grupo atuava nos moldes do antigo grupo de extermínio liderado pelo ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega. A quadrilha é investigada por pelo menos 2 execuções à luz do dia e sob ordens da contravenção.

Entre os assassinatos descritos na denúncia estão os de Fábio Romualdo Mendes, morto em Vargem Pequena, na Zona Sudoeste do Rio, em setembro de 2021, e de Neri Peres Júnior, assassinado em Realengo, na Zona Oeste, no mês seguinte.

A denúncia também detalha a participação dos três policiais militares em negociações clandestinas de armamentos. “Bruno Estilo” é apontado tanto como participante do planejamento e da execução de homicídios quanto como negociador de armas, carregadores e munições.

Já Alessander e Diogo são acusados de fornecer material bélico à organização, inclusive armamentos que teriam sido desviados de apreensões policiais. As conversas analisadas pelos investigadores indicariam negociações realizadas em diferentes ocasiões entre os policiais e integrantes do grupo criminoso.

As defesas de Alessander Estrella e Diogo Briggs não se manifestaram. A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Bruno Marques da Silva.

Reportagem completa: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/10/27/justica-condena-pms-apontados-como-membros-do-novo-escritorio-do-crime.ghtml

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