Em entrevista a jornalistas na sede do PL, em Brasília, Marinho afirmou que a medida, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes , do Supremo Tribunal Federal, pode indicar uma tentativa de perseguição ao senador. “Me parece uma preparação para uma coisa mais persecutória” , declarou.
Marinho disse considerar incomum que uma medida cautelar contra um candidato à Presidência tenha sido solicitada logo depois da conclusão da eleição. Segundo ele, Moraes autorizou a retenção dos passaportes cerca de 1h30 depois do pedido da PF.
INVESTIGAÇÃO CONTRA FLÁVIO
Marinho também contestou os fundamentos da investigação que levou à imposição das medidas cautelares. Segundo o senador, o principal argumento apresentado contra Flávio teria perdido sustentação antes mesmo da decisão judicial.
O congressista afirmou que uma instituição bancária enviou informações no domingo (25.out) indicando que Flávio não figurava como titular de uma conta supostamente compartilhada com o advogado Willer Tomaz.
Para Marinho, a informação enfraqueceria a suspeita de lavagem de dinheiro investigada pela PF.
A avaliação é do coordenador da campanha e não significa que a investigação tenha sido encerrada ou que as medidas cautelares tenham sido revogadas.
RETENÇÃO DOS PASSAPORTES
A decisão de Moraes determinou que Flávio entregasse seus passaportes comum e diplomático à PF e proibiu o senador de deixar o território brasileiro.
Flávio não entregou os documentos no prazo estabelecido. Aliados afirmam que ele deixou o país , mas sua localização ainda não foi confirmada oficialmente.
Marinho disse não ter sido informado sobre uma eventual viagem e afirmou compreender a possibilidade de o senador ter saído do Brasil com a família.
O coordenador da campanha também afirmou que o partido não recebeu novas informações sobre o paradeiro de Flávio desde a manhã desta 3ª feira (27.out).

