Vasco e Flamengo se enfrentam no Nilton Santos na quinta-feira e três dias depois, o Cruz-Maltino enfrenta o Palmeiras pelo jogo do ida das semifinais da Copa do Brasil. O time de Pedro Emanuel terá decisões estratégicas a tomar e pode poupar jogadores em algum dos duelos.
O clássico expõe o contraste de desempenho no returno do Brasileirão. O Flamengo lidera a segunda metade do torneio com 77% de aproveitamento (9V, 3E, 1D), dono do melhor ataque (27 gols, média de 2,08), tendo balançado as redes em todas as 13 partidas , e da segunda melhor defesa (11 gols sofridos). No retrospecto geral, o Rubro-Negro ostenta 13 jogos de invencibilidade e sofreu apenas uma derrota nas últimas 23 atuações. Já o Vasco faz a nona campanha do returno (50%), com oitavo ataque (17 gols) e oitava defesa (15 gols sofridos), mas peca pela inconstância ofensiva. O time passou em branco em 42% dos confrontos (5 de 12). Nas últimas 23 partidas somadas, o Cruz-Maltino registra 61% de aproveitamento.
A grande disparidade do duelo reside na eficiência e na resistência defensiva. Embora ambas as equipes se destaquem por ceder poucas finalizações aos rivais — o Vasco é quem menos permite (9,6) e o Flamengo o segundo (10,8), os vascaínos possuem a segunda pior resistência do torneio, sofrendo um gol a cada 7,7 chutes, contra um gol a cada 12,7 concedidos pelos flamenguistas. Ofensivamente, o volume também favorece o time da Gávea: vice-líder em finalizações (17,7) com a quinta melhor pontaria (um gol a cada 8,5 tentativas), enquanto o time de São Januário é o quarto que mais tenta (16,8), mas ocupa apenas o 12º lugar em conversão (um gol a cada 11,8 chances).
*Devido aos arredondamentos, a soma das probabilidades é diferente de 100%
Saiba como são feitos os cálculos para as matérias de chances do ge
*As probabilidades de ocorrência de cada resultado são calculadas pelo economista Bruno Imaizumi com a aplicação de modelos estatísticos sobre microdados coletados desde 2013 pela equipe do Gato Mestre, formada pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Felipe Tavares, Guilherme Maniaudet, Gustavo Figueiredo, José Victor Meirinho, Leandro Silva, Lorrayne Vieira (estagiária), Roberto Maleson, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo.

