# CEO do Airbnb alerta que dois tipos de trabalhadores podem não sobreviver à era da IA

- Seção: Economia
- Fonte: InfoMoney (https://www.infomoney.com.br/business/global/ceo-do-airbnb-alerta-que-dois-tipos-de-trabalhadores-podem-nao-sobreviver-a-era-da-ia/)
- Publicado em: 2026-10-28T08:00:00.000Z
- URL: https://www.itatiba1.com.br/noticia/1396974-ceo-do-airbnb-alerta-que-dois-tipos-de-trabalhadores-podem-nao-sobreviver-a-era

> Líderes da tecnologia passaram os últimos anos alertando os trabalhadores de que a inteligência artificial ameaçará todos os tipos de empregos, da programação e do atendimento ao cliente ao direito e às finanças. Mas, segundo Brian Chesky,…

“Os dois tipos de pessoas que não vão conseguir fazer a transição para a IA são os gestores que apenas administram pessoas e aqueles que são rígidos e não querem mudar nem evoluir”, disse Chesky no podcast Invest Like the Best no início deste ano.

O CEO da Anthropic, Dario Amodei, já alertou que a IA poderia afetar metade dos empregos de entrada em escritórios, embora tenha suavizado esse discurso neste ano. Já Mustafa Suleyman, chefe da área de IA da Microsoft, apresentou uma previsão ainda mais agressiva, estimando que grande parte do trabalho profissional poderá ser substituída em um prazo de 12 a 18 meses.

Chesky, no entanto, apresentou uma visão mais otimista do futuro, com uma ressalva: a adaptação será essencial para o sucesso.

Segundo ele, à medida que a IA transforma as estruturas das empresas e a forma como os funcionários trabalham, os líderes precisarão se adaptar à nova era. O executivo destacou especialmente os gestores de pessoas. Para ele, todo líder precisará se tornar um “gestor híbrido” ou um “gestor-contribuidor” para ter sucesso. Isso significa adotar uma abordagem mais técnica e manter conexão direta com o produto final, em vez de focar apenas na gestão de equipes. Em outras palavras, será necessário participar ativamente do contexto do trabalho para continuar relevante.

“Não acho que gestores de pessoas terão valor no futuro. E, quando digo gestores de pessoas, me refiro àqueles que apenas gerenciam pessoas”, continuou Chesky. “Você não pode ser apenas aquele gerente que funciona como terapeuta da equipe, faz reuniões e encontros individuais.”

O CEO do Airbnb citou Jony Ive, ex-diretor de design da Apple, como exemplo de alguém que encontrou o equilíbrio entre liderança e envolvimento direto com o produto. Segundo Chesky, é importante construir relacionamento com os funcionários, fazer reuniões periódicas e até sair para jantar com os subordinados diretos. Mas simplesmente supervisionar pessoas não será mais suficiente. O futuro será gerenciar pessoas por meio do trabalho.

E qualquer funcionário que acredite que pode escapar da nova tecnologia também não terá vida fácil na era da IA, prevê Chesky. Felizmente, segundo ele, é relativamente simples dominar as ferramentas e acompanhar as mudanças, desde que o profissional tenha uma “mentalidade de crescimento”. A avaliação segue o mesmo raciocínio de diversos líderes do setor de tecnologia: chatbots e agentes de IA não necessariamente tomarão empregos, mas alguém que saiba utilizá-los poderá ocupar o lugar de quem não souber.

Os CEOs que dizem que profissionais familiarizados com tecnologia prosperarão na era da IA

Esta não é a primeira vez que Chesky e outros líderes de tecnologia reforçam a importância de se adaptar a um mundo impulsionado pela inteligência artificial.

O CEO do Airbnb já afirmou que a IA tem sido fundamental para o sucesso da empresa, avaliada em US$ 103 bilhões. Para ele, a tecnologia não é apenas uma vantagem competitiva, mas uma necessidade.

“Do ponto de vista empresarial, acho que a IA é a melhor coisa que já aconteceu ao Airbnb”, disse Chesky à CNBC no início deste ano.

“As empresas lideradas por fundadores e as que estão preparadas para mudar e se transformar serão as que mais se beneficiarão da IA, porque a IA significa que todos precisam mudar”, continuou. “E, se você não mudar, será superado.”

O CEO da Nvidia, Jensen Huang, também popularizou a ideia de que a inteligência artificial não será a responsável por eliminar empregos. Segundo ele, os profissionais que souberem usar a tecnologia é que ocuparão os espaços dos que não se adaptarem.

Em linha com Chesky, o executivo da fabricante de chips afirmou que, à medida que a IA se espalhar por todos os setores, nenhum trabalhador estará isento da necessidade de aprender a usar essas ferramentas.

“Todos os empregos serão afetados, e imediatamente. Isso é inquestionável”, afirmou Huang durante a conferência global do Milken Institute, em 2025. “Você não vai perder seu emprego para uma IA. Vai perder seu emprego para alguém que usa IA.”

“Eu recomendaria que 100% das pessoas aproveitassem a IA. Não seja aquela pessoa que ignora essa tecnologia e, por causa disso, perde o emprego.”

Ted Sarandos, co-CEO da Netflix, também reconheceu que a tecnologia impactará os empregos na indústria do entretenimento. Mas, assim como Huang, ele não acredita que as ferramentas tomarão o lugar dos profissionais.

Para Sarandos, os criativos que adotarem a IA terão vantagem sobre aqueles que resistirem à tecnologia em um setor altamente competitivo.

“Não acredito que um programa de IA vá escrever um roteiro melhor do que um grande roteirista ou substituir uma grande atuação”, disse Sarandos ao New York Times em 2024. “A IA não vai tirar o seu emprego. A pessoa que usa IA bem pode tirar.”

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