Artilheiro do Flamengo no ano, com 26 gols, Pedro atravessa uma má fase nessa reta final da temporada. O camisa 9 não marca pelo clube há mais de um mês, na vitória por 2 a 1 sobre o Bragantino, no dia 20 de setembro, e amarga um jejum de seis jogos desde que voltou da seleção brasileira na última Data Fifa. Com a camisa do Brasil, ele marcou no amistoso contra a Índia, no início de outubro.

Na segunda-feira, na vitória por 3 a 2 sobre o Atlético-MG, o centroavante voltou a perder uma chance clara de gol, ao receber um cruzamento perfeito de Varela e subir sozinho quase na pequena área, mas cabeceou para fora. Quando Pedro foi substituído nos minutos finais, com o placar em 2 a 2, a arquibancada do Maracanã reagiu com um misto de aplausos e vaias.

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Em entrevista coletiva após a partida, Leonardo Jardim atribuiu a fase à ansiedade e defendeu seu camisa 9. O técnico minimizou o jejum e preferiu valorizar a entrega de Pedro, que nos últimos jogos deu uma assistência contra o Santos e criou algumas chances para os companheiros, como, por exemplo, a perdida por Royal diante do Estudiantes, da Argentina.

— Com certeza que ansiedade e tranquilidade. Não é bem ansiedade, mas sim tranquilidade. Não se refere só ao coletivo, mas ao individual também. Aqueles atletas que têm muito sucesso individual, quando param de ter, às vezes isso pode acontecer. Mas, em termos de trabalho e dedicação, ele tem sido exemplar. Ainda hoje recuperou algumas bolas e ganhou alguns duelos que foram importantes.

Pedro se lamenta em jogo contra o Atlético-MG

Uma coisa que chama a atenção é que o Flamengo vai mais uma vez terminar uma temporada sem um reserva para Pedro, posição que vem sendo prioridade nas janelas de transferências há pelo menos dois anos. Recém-contratado, o argentino Freitas chegou com esse status, mas Jardim afastou essa ideia e continua improvisando Bruno Henrique no setor quando precisa:

— O Freitas é um jogador assume às vezes o drible, assume as situações de 1 x 1 muitas vezes. Mas é um jogador que, dentro da área, tem pouca presença. Ele gosta de ser um pouco móvel. Eu mantive ele como segundo, mas depois ele estava fugindo da zona da área, longe do BH, e depois eu troquei com o Lino para jogar mais perto do BH e ele jogar mais por fora. É um jogador que está chegando ao Flamengo, é jovem, e que a gente acredita, por isso ele tem jogado muitas vezes. Estamos felizes com ele. Com certeza amanhã pode jogar de início, mas acredito que ele não é um atacante de centro que faça o papel do Pedro ou do Bruno Henrique. É um segundo atacante que gosta de bola e a procura, gosta de movimento. Está sempre em movimento.

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