O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta terça-feira (27), durante visita ao complexo hospitalar da universidade . Segundo ele, a intenção é discutir com os profissionais do Caism quais medicamentos poderão ser utilizados e quais práticas deverão fazer parte do atendimento às pacientes.
Ainda não foram divulgados prazo para a implantação, formato do programa ou quais tratamentos serão oferecidos. De acordo com Padilha, a iniciativa faz parte de uma proposta de reorganização do SUS prevista para os próximos quatro anos.
“Convidaremos os professores do Caism para discutir um novo programa voltado a cuidar das mulheres na transição da menopausa e na menopausa”, afirmou.
Caism deve ajudar na construção do programa
Durante a visita, Padilha destacou a participação do Caism na elaboração e implantação de outras políticas de saúde da mulher.
Entre elas está a adoção de uma nova estratégia de rastreamento do HPV para prevenção do câncer do colo do útero. O centro também participa do acompanhamento da oferta do Implanon, implante contraceptivo disponibilizado pelo SUS.
Segundo o ministro, a experiência acumulada pelo hospital será utilizada agora nas discussões sobre o atendimento de mulheres durante a transição menopausal.
O Ministério da Saúde já publicou, em 2026, um manual de atenção às mulheres na transição menopausal e na menopausa. A proposta anunciada nesta terça prevê avançar na organização desse atendimento dentro do SUS.
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Ministro visita equipamento que acelera exames contra o câncer
A passagem do ministro pela Unicamp também incluiu uma visita à nova área de Medicina Nuclear do Hospital de Clínicas (HC), que recebeu um equipamento de R$ 8,6 milhões capaz de realizar exames até quatro vezes mais rápido do que aparelhos convencionais.
Chamado de SPECT/CT-CZT, o equipamento utiliza inteligência artificial e detectores de cádmio, zinco e telúrio para gerar imagens tridimensionais e detalhadas do organismo.
Segundo a Unicamp, o HC é o primeiro hospital público da América Latina a contar com essa tecnologia.
A redução no tempo dos exames permite aumentar a quantidade de pacientes atendidos. Procedimentos que antes poderiam levar cerca de duas horas, por exemplo, podem ser concluídos em aproximadamente 20 minutos.
Para Padilha, o aumento da capacidade de atendimento pode contribuir para reduzir as filas e antecipar o início do tratamento de pacientes com câncer.
Unicamp (Foto: Código 19/Arquivo)
Novos equipamentos para tratamento oncológico
Durante a visita, o ministro também conheceu estruturas voltadas ao tratamento contra o câncer no HC e no Caism.
O complexo da Unicamp deve receber dois novos equipamentos de radioterapia, além de uma nova sala para realização de quimioterapia.
Não foram informados os prazos para a entrada em funcionamento dos novos aparelhos nem a quantidade adicional de pacientes que poderá ser atendida.
Modelo da Unicamp pode ser levado para outras regiões
Outro setor visitado foi a Radiofarmácia Clínica do Serviço de Medicina Nuclear do HC, responsável pela preparação e pelo fracionamento de radiofármacos utilizados em exames e tratamentos.
Padilha afirmou que o modelo da Unicamp poderá ser estudado para implantação em outras regiões do país, principalmente em áreas onde há poucos serviços desse tipo.
Segundo o ministro, há carência de estruturas para manipulação de radiofármacos em áreas do interior e nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
“A radiofarmácia pode ser uma maneira de ser replicada para outras regiões do país, porque é um ponto de preparação dos medicamentos, que a gente pode usar para vários hospitais”, comentou o ministro.
“No interior dos estados, regiões do norte, nordeste, centro-oeste, você tem poucos serviços de manipulação do radiofármaco. Esse modelo da radiofarmácia da Unicamp pode ser replicado também para as regiões e é isso que a gente vai acompanhar junto com eles”, completou.
A intenção, segundo ele, é avaliar se a experiência da universidade pode ser reproduzida para ampliar o acesso a exames e tratamentos e reduzir o tempo de espera dos pacientes.
HC da Unicamp (Foto: Reprodução/EPTV)
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