Prefeitura de Juiz de Fora/Divulgação

A TIM foi a empresa com mais reclamações no Procon de Juiz de Fora no primeiro semestre de 2026. Em seguida, aparecem o Banco Mercantil do Brasil e o Bradesco, segundo levantamento divulgado pelo órgão municipal.

Entre janeiro e junho, o Procon realizou mais de 2,8 mil audiências para tentar solucionar conflitos entre consumidores e empresas.

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Os dados fazem parte da 10ª edição do boletim "Fornecedor em Foco", que reúne reclamações recebidas por telefone, carta e durante audiências. O levantamento também mostra o desempenho das empresas na resolução dos problemas.

O documento não informa o total de reclamações registradas no período nem quantas queixas foram feitas contra cada empresa.

Empresas mais reclamadas

Além das empresas de telefonia e dos bancos, o ranking inclui fornecedores dos setores de comércio e energia elétrica.

Confira as dez empresas mais reclamadas no primeiro semestre de 2026:

Banco Mercantil do Brasil

Grupo Casas Bahia

Audiências e resolução de conflitos

O levantamento também mostra quantas audiências terminaram em acordo entre consumidores e empresas.

A TIM, primeira colocada no ranking de reclamações, foi convocada para 80 audiências e fechou acordo em 54, com índice de resolução de 67,5%.

Já o Banco Mercantil do Brasil, segundo mais reclamado, chegou a um acordo em apenas 13 das 80 audiências para as quais foi convocado, o equivalente a 16,25%.

O Grupo Casas Bahia teve 116 convocações e fechou 64 acordos. O Bradesco, por sua vez, foi convocado para 111 audiências, mas solucionou apenas 17 casos, com índice de 15,32%.

O índice de resolução representa o percentual de audiências convocadas que terminaram em acordo.

Confira os resultados apresentados pelo Procon:

Índice de resolução após audiências realizadas

Entre as empresas detalhadas no levantamento, o Mercado Livre teve o menor índice de resolução, com apenas quatro acordos em 66 audiências convocadas.

O Banco Itaú também apresentou um dos menores índices. Das 73 convocações, a instituição compareceu a 63 audiências, mas fechou acordo em apenas oito.

Comparação com 2025

O boletim também compara os índices de resolução de conflitos com os registrados no segundo semestre de 2025.

Apesar de ter um dos maiores percentuais de acordos entre as empresas analisadas, a TIM apresentou queda no índice de resolução, que passou de 81,1% para 67,5%.

O Mercado Livre também registrou redução, de 23,53% para 6,06%. Já o Bradesco passou de 27,3% para 15,32%.

Por outro lado, o Grupo Casas Bahia melhorou o desempenho. O índice de resolução subiu de 36,2% no segundo semestre de 2025 para 55,17% nos primeiros seis meses de 2026.

Mesmo assim, seis das dez empresas detalhadas no levantamento terminaram o primeiro semestre com índices de resolução abaixo de 50%.

Medidas do Procon

No primeiro semestre, o Procon de Juiz de Fora também realizou reuniões com empresas que registraram um número elevado de reclamações.

Entre os fornecedores convocados estão Grupo Casas Bahia, Banco Mercantil do Brasil, Mercado Livre, Banco Itaú, Magazine Luiza, Banco BMG, Nio Fibra e Vivo.

Segundo o órgão, as empresas foram orientadas a apresentar planos de ação, com metas e prazos, para melhorar os serviços e reduzir as reclamações dos consumidores.

Posicionamento das empresas

Em nota enviada ao g1, a TIM afirmou que investe continuamente na melhoria dos serviços e do atendimento aos clientes. Confira o posicionamento na íntegra:

"A TIM está comprometida em oferecer a melhor experiência aos seus clientes, investindo continuamente na evolução dos serviços, do atendimento e dos canais de relacionamento. Nosso foco é atender com agilidade, respeito e transparência, aprimorando processos para solucionar as demandas e garantir a satisfação de quem confia em nossa marca."

O Banco Mercantil também enviou uma nota à reportagem e destacou o compromisso com a transparência e a redução das reclamações. Leia na íntegra:

"O Banco Mercantil informa que adota políticas e normas em total conformidade com as legislações vigentes do Banco Central do Brasil e do Código de Defesa do Consumidor. Para o Mercantil, mitigar quaisquer tipos de reclamações e manter uma relação de transparência com seus clientes são prioridades. O Banco reitera seu compromisso com a melhoria contínua e se mantém à disposição dos clientes e órgãos de defesa do consumidor em seus canais oficiais."

Em resposta ao g1, o Bradesco afirmou que reduzir o número de reclamações é uma das prioridades da instituição. Confira a nota:

"O Bradesco acompanha constantemente as manifestações e realiza um intenso trabalho no encaminhamento de soluções. Reduzir o volume de reclamação é uma prioridade constante para o Banco. O Bradesco tem uma posição de respeito absoluto ao cliente e aos seus interesses, e a partir das suas reclamações aperfeiçoamos processos, produtos e serviços, sempre com o objetivo de oferecer qualidade no atendimento e a melhor experiência aos nossos clientes. Reafirmamos o nosso compromisso de continuar aprimorando os nossos serviços em busca da excelência."

O Grupo Casas Bahia destacou o aumento no índice de resolução de conflitos no Procon de Juiz de Fora, que passou de 36,2% para 55,17% entre o segundo semestre de 2025 e o primeiro de 2026. Leia:

"A companhia reforça seu compromisso com o respeito aos clientes e acompanha de perto as manifestações registradas nos órgãos de defesa do consumidor. Em Juiz de Fora, a taxa de resolutividade do Grupo Casas Bahia no Procon passou de 36,2%, no segundo semestre de 2025, para 55,17%, no primeiro semestre de 2026, refletindo os avanços nas ações voltadas à solução das demandas e ao aprimoramento da experiência de compra. A empresa mantém diálogo com o órgão e segue empenhada em ampliar esses resultados e prevenir pontos de atrito na jornada de atendimento."

O Itaú Unibanco também enviou nota ao g1, na qual afirmou que trabalha para reduzir as reclamações e utiliza as demandas dos consumidores para aprimorar seus serviços. Confira o posicionamento na íntegra:

"A satisfação dos clientes é um valor central do Itaú Unibanco, que está sempre atento a oportunidades de melhoria. O banco segue focado no aumento da satisfação dos consumidores e na redução das reclamações. Por isso, permanece à disposição de seus clientes para ouvir e resolver suas demandas, inclusive por meio dos canais de atendimento e da Ouvidoria. Reforça, ainda, que utiliza as demandas e reclamações recebidas para aprimorar continuamente seus produtos, serviços e atendimento.”

O Banco BMG informou que mantém diálogo permanente com o Procon de Juiz de Fora e acompanha os indicadores de atendimento aos consumidores. Confira a nota:

"O Banco BMG mantém uma relação próxima e colaborativa com o Procon de Juiz de Fora, com diálogo permanente e acompanhamento dos indicadores relacionados ao atendimento dos consumidores. O banco investe continuamente na evolução da experiência de seus clientes, com o aprimoramento de processos, canais de atendimento e mecanismos de segurança. A atuação conjunta com o Procon local também tem permitido fortalecer iniciativas de orientação e ampliar o acesso dos consumidores a informações e canais de atendimento. O Bmg considera o diálogo com os órgãos de defesa do consumidor parte importante desse processo e reafirma seu compromisso com a qualidade do atendimento, a transparência e a constante evolução da experiência de seus clientes."

A Vivo também se manifestou à reportagem e destacou os canais de atendimento disponíveis aos clientes, além do relacionamento com os órgãos de defesa do consumidor. Leia na íntegra:

“A Vivo busca sempre cuidar da experiência do cliente fim a fim, revisando as principais jornadas que causam impacto, oferecendo uma experiência integrada em todos os canais com um atendimento resolutivo. Através do App Vivo, o cliente consegue se auto atender ou, se preferir, conversar com especialistas pelo chat. Além disso, ele também conta com mais de 1,8 mil lojas em todas as regiões do país, além da Central de Relacionamento, pelo 10315. E, caso seja necessário, a Ouvidoria está disponível no 0800 775 1212. A Vivo também trabalha com uma atuação direta junto aos importantes órgãos de defesa do consumidor, visando sempre um diálogo aberto e transparente, sempre tendo o cliente no centro de suas decisões.”

O Magazine Luiza informou que vem registrando avanços nos índices de resolução de reclamações em diferentes plataformas de defesa do consumidor. Confira o posicionamento:

"O Magalu, empresa com quase 70 anos de atuação no varejo brasileiro, reforça seu compromisso com a excelência no atendimento e na resolução das demandas de seus clientes. Esse compromisso se reflete nos indicadores de importantes plataformas de defesa do consumidor. Nos sistemas oficiais dos Procons, o Magalu registrou índice de resolutividade de 83,88% no ProConsumidor em 2025, uma evolução de quase oito pontos percentuais em relação ao ano anterior. No Consumidor.gov.br, a companhia registra índice de solução acima de 84% em 2026. No Reclame Aqui, alcançou índice de solução superior a 90% no período, com reputação máxima RA1000. Já no Sindec, Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor, o Magalu registra índice de solução próximo a 80%. A companhia mantém seu compromisso com a melhoria contínua da experiência dos clientes, com aprimoramento constante da qualidade do atendimento e soluções ágeis e efetivas sempre que acionada pelos consumidores, esforço que se reflete, inclusive, nos dados apresentados nesse relatório, que apontam uma evolução em mais 19% no índice de resolutividade em relação ao período anterior."

O g1 também procurou a Cemig, a Nio, a Claro e o Mercado Livre. As empresas não responderam até a última atualização desta reportagem.

*estagiária sob supervisão da editora Juliana Netto

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