A saída de Flávio Bolsonaro do Brasil, cerca de 48h após a derrota nas eleições, na última terça-feira (27) reforça a avaliação de que sua candidatura à Presidência também tinha um objetivo de autoproteção, em busca de blindagem diante das investigações que envolvem o senador.
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Segundo relatos de pessoas ligadas a Flávio, ouvidas pelo blog, ele dizia até segunda-feira à noite que permaneceria no país para liderar a oposição. A mudança de planos surpreendeu aliados e deixou sem resposta o que será feito com os quase 60 milhões de votos que ele recebeu no segundo turno.
Há duas frentes de investigação que precisam ser acompanhadas. Uma delas envolve o Master, o financiamento de 'Dark Horse' e o fundo Havengate, nos Estados Unidos. Investigadores ouvidos pelo blog apontam a necessidade de esclarecer a origem e o destino do dinheiro e apurar eventuais crimes como lavagem de dinheiro, corrupção passiva, entre outros. Havengate, inclusive, significa "refúgio".
A outra envolve o advogado Willer Tomaz, personagem considerado fundamental para entender as relações políticas e financeiras que cercam o senador. É impossível falar do advogado Willer Tomaz sem falar de Flávio Bolsonaro. Todo mundo que cobre política em Brasília sabe disso.
O futuro da direita no Brasil
A saída de Flávio também abre espaço para uma reorganização da direita sem o protagonismo da família Bolsonaro.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por exemplo, já soltou um vídeo defendendo que a política siga em frente. Um aceno claro a 2030. Até porque não existe espaço vazio na política — e o próximo ciclo já começou.
Essa direita foi sequestrada pela família Bolsonaro — e se deixou virar refém. Antes da saída de Flávio para os EUA, a pergunta era como articular uma nova liderança na direita diante dos 60 milhões de votos depositados no senador. Agora, o caminho parece livre.
Lideranças da direita ouvidas pelo blog já discutem o dia seguinte sem o bolsonarismo e veem em Tarcísio um possível nome para liderar esse movimento. A nova composição do Senado também estará no centro das articulações, em um Congresso eleito com perfil majoritariamente à direita.
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