A federação encerrou o processo disciplinar contra o Barcelona e enquadrou a conduta do clube no artigo 133 do regulamento, que trata do descumprimento de obrigações consideradas leves. Os 602 euros representam o valor máximo previsto para essa categoria de infração, segundo o jornal espanhol AS .

O desfecho foi favorável ao Barcelona diante dos riscos iniciais. Quando a investigação foi aberta, em julho de 2026, o clube catalão chegou a correr risco de perder 3 pontos no Campeonato Espanhol, ter o estádio fechado por até 3 partidas e ficar impedido de inscrever jogadores em janelas de transferências futuras.

A denúncia do Atlético de Madrid se baseou no fato de o Barcelona ter abordado Julián Álvarez sem comunicar previamente, por escrito, a intenção de negociar com o atacante. Julián Álvarez tem vínculo contratual com o clube madrilenho até junho de 2030. O Atlético também apresentou denúncia à Fifa, mas a entidade declarou não ter competência para julgar o caso.

O interesse do Barcelona no atacante causou uma disputa entre os clubes ao longo de meses. Durante a Copa do Mundo, Julián Álvarez manifestou publicamente o desejo de deixar o Atlético e atuar pelo time catalão. O clube madrilenho, porém, recusou negociar sua saída, e o argentino permaneceu na equipe comandada por Diego Simeone.

Mesmo com o valor considerado simbólico, o Barcelona pretende recorrer da multa, de acordo com a imprensa espanhola. O clube entende que agiu de forma correta nos contatos pelo atacante e sustenta que o Atlético de Madrid tinha conhecimento do interesse na contratação.