Em publicação no X, Figueiredo disse que tem visto notícias “falsas e desencontradas” na imprensa nas últimas horas e afirmou também que algumas dessas informações foram atribuídas a autoridades estrangeiras.

Neto de João Figueiredo, último presidente da ditadura militar brasileira, Paulo Figueiredo vive nos Estados Unidos. Ele atua como um dos interlocutores entre o governo de Donald Trump (Partido Republicano) e a família Bolsonaro.

Flávio disputou o 2º turno das eleições presidenciais no domingo (25.out.2026) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, o equivalente a 64.256.232 votos. O senador do PL recebeu 48,21%, com 59.826.041 votos, segundo dados divulgados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

A declaração de Figueiredo foi publicada durante o deslocamento de Flávio e de sua família para os Estados Unidos. Segundo dados do site FlightAware, o jato Gulfstream G400 que transporta o senador, sua mulher, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, e as duas filhas do casal decolou de Guayaquil, no Equador, às 6h22 desta 4ª feira (28.out). A previsão era de chegada a Miami às 10h18, no horário de Brasília.

Na noite de 3ª feira (27.out), Flávio e a família entraram na Argentina pela Ponte Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones. Segundo a Direção Nacional de Migrações argentina, o grupo embarcou cerca de 40 minutos depois em um voo privado da empresa Baires Fly S.A. com destino a Guayaquil.

A saída do senador do Brasil se deu depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinar a entrega de seus passaportes à Polícia Federal e proibi-lo de deixar o território brasileiro. Os documentos foram cancelados depois que Flávio não os entregou. Figueiredo informou que o horário e o local da entrevista coletiva em Miami ainda serão divulgados.