Um jovem de 19 anos, identificado como Renan Barroso do Nascimento, foi morto a tiros na noite de terça-feira (27), em frente a uma casa no bairro Santo Antônio, em Caracaraí, ao Sul de Roraima. Uma mulher de 26 anos foi levada à delegacia para prestar esclarecimentos sobre o caso.
A Polícia Militar foi acionada por volta das 21h após relatos de disparos de arma de fogo e de uma pessoa caída e sangrando no local. Ao chegarem, os policiais encontraram o jovem recebendo os primeiros socorros de uma equipe do Corpo de Bombeiros.
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Renan Barroso foi levado ao hospital do município, mas morreu na unidade de saúde. Segundo a PM, ele tinha vários ferimentos no braço esquerdo e no tórax, compatíveis com disparos de espingarda.
Essa foi a segunda morte violenta registrada em Caracaraí em dois dias. No domingo (25), o corpo de um jovem de 18 anos foi encontrado envolto em lençóis e amarrado com fios elétricos.
Jovem é encontrado morto e amarrado com fios elétricos em quintal de casa em Caracaraí
Ao ser questionada pelos policiais no local onde o crime ocorreu, uma moradora de 26 anos afirmou que não conhecia Renan. Depois, disse que ele havia ido ao imóvel para usar drogas. Segundo ela, foi nesse momento que ouviu um barulho vindo do portão, mas não soube identificá-lo.
Ao conversar com a família do jovem, os policiais foram informados de que Renan estava em casa quando recebeu uma ligação e saiu logo em seguida.
Questionada sobre o celular da vítima, a mulher afirmou que não sabia onde o aparelho estava. No entanto, o companheiro dela informou aos policiais que o telefone estava sobre uma mesa dentro da casa.
Os familiares reconheceram e desbloquearam o celular do jovem. Ao verificar o aparelho, a família constatou que o chip havia sido retirado e que o WhatsApp tinha sido desinstalado. Segundo a PM, as alterações no telefone e as declarações da moradora poderiam indicar uma tentativa de ocultar provas ou proteger a identidade dos autores do crime.
A PM também apontou divergências na versão apresentada sobre o crime. De acordo com a análise preliminar dos policiais, a trajetória dos tiros e a localização dos ferimentos no tórax e no braço indicavam que os disparos não poderiam ter atingido o jovem por cima do portão fechado, indicando que o portão precisava estar aberto no momento dos disparos.
A dinâmica exata do crime não foi informada.
Diante das divergências nas declarações e das alterações identificadas no celular, a mulher foi levada à Delegacia de Polícia Civil de Caracaraí para prestar esclarecimentos. O caso foi registrado como homicídio qualificado pelo uso de arma de fogo de uso restrito ou proibido.
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