Os recursos serão usados no Plano de Reestruturação dos Correios 2025-2027. A operação será feita com um consórcio formado por 4 bancos:
Banco ABC Brasil S.A.;
Banco Citibank S.A.;
Deutsche Bank S.A.;
Banco J.P. Morgan S.A.
O financiamento tem prazo total de 15 anos, carência de 3 anos e taxa equivalente a 114,26% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário). O ato abrange contratos de garantia e de contragarantia.
PROGRAMA DE ATÉ R$ 20 BI
O crédito é a 2ª parcela de um programa estimado em até R$ 20 bilhões para a recuperação operacional e financeira da estatal.
A 1ª, de R$ 12 bilhões, foi contratada no final de 2025.
O dinheiro da 1ª etapa foi destinado a dar liquidez imediata, renegociar dívidas em atraso e restabelecer o fluxo de caixa com fornecedores e credores.
METAS DO PLANO
Para o triênio 2025-2027, o plano divulgado pela empresa projeta:
redução de R$ 4,2 bilhões em despesas anuais;
aumento de R$ 1,7 bilhão nas receitas operacionais;
R$ 1,5 bilhão adicional com a venda de imóveis.
O conjunto de medidas inclui um PDV (Programa de Demissão Voluntária), a reestruturação do plano de saúde dos empregados, a repactuação de passivos e a otimização da rede de agências.
Os Correios fecharam 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões. Foi o 4º resultado anual negativo consecutivo desde 2021.
No 1º semestre de 2026, o prejuízo líquido foi de R$ 5,55 bilhões . O valor é 30,36% maior que o do mesmo período de 2025, de R$ 4,26 bilhões.

