# Transplante de medula óssea: reencontro marca confirmação da cura no Erastinho

- Seção: Brasil
- Fonte: G1 (https://g1.globo.com/pr/parana/especial-publicitario/hospital-erasto-gaetner-complexo-hospital-erasto-gaertner/noticia/2026/10/28/transplante-de-medula-ossea-reencontro-marca-confirmacao-da-cura-no-erastinho.ghtml)
- Publicado em: 2026-10-28T17:26:11.000Z
- URL: https://www.itatiba1.com.br/noticia/1404409-transplante-de-medula-ossea-reencontro-marca-confirmacao-da-cura-no-erastinho

> O reencontro entre uma menina de 8 anos e a mulher que doou medula óssea para seu tratamento marcou um dos momentos mais importantes de sua trajetória no Hospital Erastinho, em Curitiba. Na manhã de 20 de outubro de 2026, durante a…

Noemi e sua mãe não sabiam que Geovania estaria no hospital. O encontro celebrou uma etapa importante da história iniciada cerca de cinco anos antes, quando a menina recebeu um transplante de medula óssea para tratar uma aplasia de medula. O procedimento foi realizado integralmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e, desde então, Noemi permaneceu em acompanhamento pela equipe do serviço de Transplante de Medula Óssea (TMO).

A menina e a doadora já haviam se conhecido pessoalmente em Salvador. A visita a Curitiba, porém, foi a primeira de Geovania à capital paranaense e proporcionou um novo reencontro no hospital onde Noemi recebeu o tratamento.

Como funciona a doação voluntária de medula óssea?

A doação voluntária de medula óssea pode representar uma possibilidade de tratamento para pacientes que não encontram um doador compatível na própria família. Por isso, o cadastro de voluntários é uma etapa importante para ampliar as chances de encontrar uma pessoa compatível para quem precisa de um transplante.

A história de Noemi começou a se conectar à de Geovania em 2011, quando a enfermeira se cadastrou como doadora de medula óssea em Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza, no Ceará. Dez anos depois, em outubro de 2021, ela recebeu uma ligação do Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME), informando que havia sido identificada uma possível compatibilidade com uma paciente que precisava de transplante.

Na época, Geovania trabalhava na Policlínica de Eusébio e atravessava um período emocionalmente difícil, após acompanhar de perto as perdas provocadas pela pandemia de Covid-19. A possibilidade de contribuir para o tratamento de outra pessoa trouxe um novo sentido àquele momento e a motivou a seguir com o processo de doação.

Mesmo precisando viajar para outro estado, ela deu continuidade às etapas necessárias. Em Natal, no Rio Grande do Norte, realizou exames para confirmar a compatibilidade e prosseguiu com os procedimentos para a doação. Até então, não conhecia a menina que receberia a medula.

O transplante de medula óssea e o acompanhamento no Erastinho

O transplante de medula óssea é um procedimento utilizado no tratamento de determinadas doenças, conforme a avaliação e a indicação da equipe médica. A compatibilidade entre doador e receptor é um dos fatores considerados no planejamento do transplante.

No caso de Noemi, o procedimento foi realizado para tratar uma aplasia de medula. Após o transplante, a menina continuou sendo acompanhada pelo serviço de Transplante de Medula Óssea do Hospital Erastinho, em Curitiba.

O acompanhamento após o procedimento permite que a equipe de saúde avalie a evolução clínica do paciente e conduza as etapas de cuidado necessárias ao longo do tempo. Cerca de cinco anos após o transplante, a consulta de outubro de 2026 marcou a confirmação da cura de Noemi e proporcionou à menina e à família a oportunidade de celebrar essa etapa ao lado da doadora.

O primeiro encontro e a descoberta do mar

O primeiro encontro presencial entre Noemi e Geovania aconteceu em Salvador. Na ocasião, a menina viveu duas experiências especiais: conheceu sua doadora e viu o mar pela primeira vez, na Praia da Barra.

Anos depois, as duas compartilharam um novo momento marcante em Curitiba, no hospital onde Noemi recebeu o tratamento. Durante a trajetória na capital paranaense, a menina e sua família ficaram na Casa de Apoio São Félix, que ofereceu suporte enquanto precisavam permanecer longe de casa.

O reencontro reuniu diferentes partes dessa história: a paciente que recebeu o transplante, a família que acompanhou o tratamento, a doadora que se dispôs a ajudar uma pessoa desconhecida e os profissionais responsáveis pelo cuidado.

A experiência também chama a atenção para a importância de manter o cadastro de doador voluntário de medula óssea atualizado. Informações de contato corretas ajudam a localizar os voluntários quando surge uma possível compatibilidade e permitem que as etapas seguintes do processo sejam conduzidas.

Como se cadastrar para ser doador de medula óssea?

O cadastro de doadores voluntários amplia as possibilidades de busca por compatibilidade para pacientes que precisam de transplante de medula óssea e não encontram um doador adequado na família.

A história de Noemi e Geovania mostra como o cadastro feito anos antes pode resultar em uma oportunidade de tratamento para outra pessoa. A doação envolve etapas de avaliação e confirmação de compatibilidade, além dos procedimentos necessários para que o transplante seja realizado com segurança.

Manter os dados atualizados é fundamental para que o voluntário possa ser localizado caso seja identificada uma possível compatibilidade. Pessoas interessadas em se tornar doadoras podem buscar orientações nos hemocentros e nos canais oficiais responsáveis pelo cadastro de doadores de medula óssea.

Sobre o Hospital Erastinho

O Hospital Erastinho é o primeiro hospital exclusivamente oncopediátrico do Sul do Brasil. Integrado à Liga Paranaense de Combate ao Câncer, oferece atendimento especializado e multidisciplinar a crianças e adolescentes. Sua estrutura reúne serviços especializados, incluindo o Transplante de Medula Óssea (TMO), para atender às necessidades dos pacientes e de suas famílias.

Reportagem completa: https://g1.globo.com/pr/parana/especial-publicitario/hospital-erasto-gaetner-complexo-hospital-erasto-gaertner/noticia/2026/10/28/transplante-de-medula-ossea-reencontro-marca-confirmacao-da-cura-no-erastinho.ghtml

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