Em setembro, o avanço foi ainda mais forte, chegando a 10,8% na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo o Índice Abrasel-Stone, divulgado nesta quarta-feira (28).
Apesar do resultado positivo no acumulado, os dados mostraram uma leve retração de 0,3% em setembro com agosto de 2026, mês imediatamente anterior, sugerindo uma acomodação do ritmo de crescimento após meses de expansão.
Para Guilherme Freitas, economista e pesquisador da Stone, os resultados apontam para a resiliência do setor mesmo diante de sinais pontuais de desaceleração, apoiada na geração de renda e no baixo nível de desemprego, que sustentam os consumos da família.
“Apesar da ligeira retração na análise mensal, o avanço na comparação anual e o desempenho positivo no fechamento do trimestre mostram que bares e restaurantes seguem sustentados pela força do mercado de trabalho”, disse.
Ainda, Freitas destaca que a alimentação fora do lar permanece como uma despesa prioritária para os consumidores brasileiros.
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“Ver a atividade do setor se consolidar ao longo de mais de 12 meses comprova que a alimentação fora do lar permanece como uma escolha prioritária. Esse movimento homogêneo pelo país demonstra a força da demanda”, afirmou.
Para Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel, o setor continua sendo beneficiado por fatores que sustentaram o consumo ao longo dos últimos meses, especialmente o mercado de trabalho aquecido e a circulação de recursos na economia durante o período eleitoral.
“Ainda assim, a pequena retração de setembro em relação ao mês anterior merece atenção, porque pode sinalizar uma perda de fôlego da atividade econômica”, ponderou.
Solmucci também citou preocupações em relação à implementação do fim da escala de trabalho 6×1 no calendário. “Uma mudança dessa dimensão, sem tempo adequado para adaptação, pode elevar custos, comprometer a capacidade produtiva e afetar o nível de atividade em diversos setores. O risco é que essa transição abrupta contribua para uma desaceleração profunda, com consequências para o emprego, a renda e o consumo”, disse.
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O levantamento mostra que todos os 24 estados analisados registraram crescimento nas vendas em setembro na comparação anual, evidenciando uma expansão disseminada pelo país.
As maiores altas foram observadas em:
Santa Catarina: +16,5%
Mato Grosso: +15,4%
Entre os maiores mercados do país, os resultados também foram positivos. O Rio de Janeiro registrou crescimento de 12,3%, Minas Gerais de 10,3% e São Paulo de 6,8%.
Na divisão por regiões, o destaque ficou com o Norte, que avançou 18,2% em setembro frente ao mesmo período do ano anterior. Na sequência aparecem:
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