A Câmara Municipal de Belém (CMB) aprovou, nesta quarta-feira (28), o pedido de licença para tratar de assuntos particulares apresentado pela vereadora Patrícia Queiroz (PP).
O afastamento, com prazo de 22 dias, foi concedido pela maioria dos parlamentares durante a 52ª Sessão Ordinária de 2026.
A licença, referente ao período de 28 de outubro a 18 de novembro, ocorre um dia após a repercussão de publicações feitas pela parlamentar em suas redes sociais.
Nas postagens, a vereadora incentivava empresários a demitirem trabalhadores que manifestassem apoio político ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O caso está sendo investigado pelo Ministério Público do Trabalho no Pará e Amapá (MPT-PA/AP) por suspeita de discriminação e assédio eleitoral no ambiente de trabalho.
O g1 tentou contato Patrícia Queiroz e com a Câmara Municipal de Belém (CMB), mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
Patricia Queiroz é vereadora de Belém pelo PP
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A apuração do MPT-PA/AP foi iniciada na terça-feira (27) após denúncias sobre a conduta da parlamentar na internet. Além de vereadora de Belém pelo Progressistas (PP), Patrícia Queiroz é pastora evangélica e atua como vice-presidente da Comissão de Ética Parlamentar da Câmara Municipal.
Na postagem compartilhada em seu perfil, a vereadora sugeria que empresários monitorassem o posicionamento ideológico de seus colaboradores e considerassem o desligamento daqueles que apoiassem o atual presidente da República. Veja abaixo:
MPT apura denúncias contra vereadora de Belém que sugeriu demissão de trabalhadores por opinião política
Segundo o Ministério Público do Trabalho, o caso está sendo analisado e será investigado para saber se houve discriminação por opinião política.
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