A atuação da Força Nacional em Tabatinga, na região de tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia, contará com duas embarcações, sendo uma delas blindada, para reforçar a presença do Estado nos rios, ampliar a capacidade de fiscalização e fortalecer o combate aos crimes ambientais e ao crime organizado.

Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o patrulhamento ocorrerá por meio terrestre, além da fiscalização na fronteira seca e do policiamento fluvial na tríplice fronteira. A operação acontece no contexto do Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Plano AMAS), iniciativa do governo federal para o fortalecimento da segurança pública na Amazônia.

O envio de agentes da Força Nacional para a região foi autorizado por meio da portaria MJSP nº 1.313, publicada na edição da segunda-feira (26) do Diário Oficial da União (DOU). O documento informou que as equipes atuarão em apoio à Polícia Federal por 90 dias.

A publicação foi assinada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva. A portaria prevê que os agentes da Força Nacional atuem no policiamento da fronteira e em outras atividades necessárias à preservação da ordem pública e à proteção de pessoas e patrimônio na fronteira entre o Brasil e a Colômbia.

Agora no g1

Segundo o texto, o efetivo será definido conforme o planejamento da Diretoria da Força Nacional de Segurança Pública. A operação terá apoio logístico do órgão solicitante e será realizada em articulação com os órgãos de segurança pública do Amazonas.

Medida faz parte do Plano Amas

A publicação no DOU estabelece que o emprego da Força Nacional ocorrerá no âmbito do Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Plano Amas), programa federal criado para fortalecer a segurança pública na Amazônia Legal

Instituído em julho de 2023, o plano cria ações coordenadas entre o Ministério da Justiça e órgãos responsáveis pela segurança pública, considerando as particularidades de cada um dos nove estados.

Segundo o governo federal, o Plano Amas é voltado para o enfrentamento de crimes ambientais e de outras atividades criminosas relacionadas, além da redução do desmatamento ilegal e de infrações associadas.

Porto de Tabatinga, no interior do Amazonas

Alexandro Pereira/Rede Amazônica