# Cronologia de Zelda: a ordem que a Nintendo só inventou 25 anos depois

- Seção: Tecnologia
- Fonte: Olhar Digital (https://olhardigital.com.br/2026/10/28/games-e-consoles/cronologia-zelda-ordem-oficial-jogos/)
- Publicado em: 2026-10-28T20:30:15.000Z
- URL: https://www.itatiba1.com.br/noticia/1407255-cronologia-de-zelda-a-ordem-que-a-nintendo-so-inventou-25-anos-depois

> A cronologia de The Legend of Zelda organiza os jogos em três linhas do tempo paralelas que nascem de Ocarina of Time . E aqui vai o detalhe que muita gente não sabe: essa ordem não existia enquanto os jogos eram feitos. Ela foi publicada…

Ou seja: a Nintendo não escreveu uma saga e depois a dividiu em jogos. Ela fez jogos por 25 anos e depois sentou para encaixar tudo numa linha que fizesse sentido, ou não.

Um jogo de 2011 ( Skyward Sword ) abre a história. O original de 1986 está lá no fim. Alguns títulos receberam pequenos ajustes de roteiro — retcons — para caberem melhor. E o quadro continua sendo atualizado até hoje: a última mudança aconteceu em setembro de 2026 , junto com o anúncio do remake de Ocarina of Time .

Com os 40 anos da franquia e o remake chegando em 5 de novembro de 2026 , vale entender como essa bagunça magnífica se organiza.

Preciso jogar Zelda na ordem cronológica?

Não. E essa é talvez uma ótima característica da franquia.

Cada jogo de Zelda é uma história, com começo, meio e fim próprios. Você pode começar por Breath of the Wild , por Ocarina of Time ou pelo remake que chega agora sem ter jogado absolutamente nada antes. O jogo te explica o que você precisa saber.

As exceções são poucas e óbvias: Majora&#8217;s Mask continua Ocarina of Time com o mesmo Link, Tears of the Kingdom é sequência direta de Breath of the Wild , e Phantom Hourglass segue The Wind Waker . Mesmo nesses casos, o jogo posterior se vira sozinho.

E a lore, então?

Conhecer as conexões deixa tudo mais rico, sem dúvida. Mas tem um argumento forte do outro lado: quem jogou por ordem de lançamento viveu as revelações do jeito que elas foram projetadas para acontecer.

Imagina jogar The Wind Waker em 2002, achando que é um Zelda cartunesco qualquer, e descobrir no meio do jogo que aquele oceano cobre a Hyrule de Ocarina of Time . Ou chegar em Twilight Princess e encontrar o esqueleto de um guerreiro que te ensina técnicas de espada — e perceber, pelas entrelinhas, que aquele é o Link de Ocarina , que morreu sem nunca ter sido reconhecido como herói naquele mundo.

Esses momentos não funcionam do mesmo jeito quando você já sabe. A cronologia é um mapa ótimo, mas o mapa estraga algumas surpresas.

The Legend of Zelda Timeline 2026 &#8211; Instagram zeldafanspr

Resumo prático: jogue na ordem que te der vontade. Use a cronologia como leitura complementar, não como pré-requisito.

Qual é a ordem cronológica oficial dos jogos de Zelda?

Tudo começa com uma maldição. Em Skyward Sword , o Rei Demônio Demise é derrotado, mas antes de morrer promete que uma encarnação do seu ódio vai perseguir eternamente quem carregar o sangue da deusa e o espírito do herói.

É a frase que sustenta a franquia inteira. Por isso a princesa sempre se chama Zelda, o herói sempre se chama Link e o vilão sempre volta. Não são os mesmos personagens — são as mesmas três almas renascendo, era após era.

O tronco comum

Quatro jogos acontecem antes da divisão:

Skyward Sword (2011) — a origem de tudo: o primeiro Link, a primeira Zelda, o nascimento da Master Sword e a maldição de Demise. No fim, Zelda funda o Reino de Hyrule.

The Minish Cap (2004) — o mago Vaati solta monstros sobre Hyrule e petrifica a princesa. Um novo Link forja a Four Sword para detê-lo.

Four Swords (2002) — o selo de Vaati enfraquece e outro Link usa a mesma espada, que o divide em quatro.

Ocarina of Time (1998) — o ponto de ruptura.

O que acontece em Ocarina of Time

Um garoto criado na floresta descobre que foi escolhido pela deusa. Ganondorf , rei das Gerudo e encarnação do ódio de Demise, dá um golpe de Estado para tomar a Triforce.

Link saca a Master Sword do pedestal, mas tem dez anos e seu corpo não suporta o poder: fica selado por sete anos . Ganondorf aproveita a brecha, alcança a Triforce e a parte em três. Sete anos depois, Link desperta adulto, vira o Herói do Tempo e vence.

E é aqui que a história se abre em três.

Ramo 1: a Era da Criança

Zelda devolve Link ao passado para que ele recupere os sete anos perdidos. Como ele volta com as memórias, avisa a família real e Ganondorf é preso antes do golpe.

Majora&#8217;s Mask (2000) — o mesmo Link procura a fada Navi e acaba em Termina, onde a lua vai cair em três dias.

Twilight Princess (2006) — séculos depois, um fazendeiro descendente do Herói do Tempo entra no Reino do Crepúsculo, para onde Ganondorf havia sido banido. É o único jogo em que o Ganondorf de Ocarina é derrotado de vez.

Four Swords Adventures (2004) — Ganondorf reencarna e liberta Vaati. Fim desse ramo.

The Legends of Zelda &#8211; Majora&#8217;s Mask &#8211; Nintendo / Divulgação

Ramo 2: a Era do Adulto

Este é o mundo que Link deixou para trás ao voltar no tempo. Um mundo sem herói .

The Wind Waker (2002) — gerações depois, Ganon ressurge. As pessoas rezam pelo retorno do herói, e ele nunca vem: ele está em outra linha do tempo. Sem saída, as deusas inundam Hyrule inteira . O reino vira um oceano. O novo Link não nasce escolhido — ele se torna o escolhido.

Phantom Hourglass (2007) — sequência direta, mesmo Link, mesma Tetra.

Spirit Tracks (2009) — os dois encontram um novo continente e fundam uma nova Hyrule, interligada por trilhos de trem. Fim desse ramo.

The Legend of Zelda &#8211; The Wind Waker &#8211; Nintendo / Divulgação

Ramo 3: o Herói Derrotado

O mais estranho dos três, porque parte de um &#8220;e se?&#8221;. E se Link tivesse perdido a batalha final de Ocarina ?

Nesse universo, Ganondorf reúne as três partes da Triforce. Os Sete Sábios conseguem selá-lo no Reino Sagrado — a Guerra do Aprisionamento — e aquele lugar se corrompe no Mundo das Trevas.

A Link to the Past (1991) — o feiticeiro Agahnim tenta quebrar o selo de Ganon.

Link&#8217;s Awakening (1993) — o mesmo Link naufraga numa ilha que só existe dentro do sonho de uma criatura.

Oracle of Seasons / Oracle of Ages (2001) — dois jogos simultâneos em reinos diferentes, impedindo a ressurreição de Ganon.

A Link Between Worlds (2013) — um mago invade Hyrule vindo de Lorule, sua dimensão espelho.

Tri Force Heroes (2015) — aventura paralela no reino de Hytopia.

Echoes of Wisdom (2024) — o primeiro jogo da linha principal com Zelda como protagonista jogável . Fendas engolem Hyrule e Link desaparece em uma delas.

The Legend of Zelda (1986) — o original. Ganon ressuscita, Zelda parte a Triforce da Sabedoria em oito pedaços e um novo Link sai para reuni-los.

Zelda II: The Adventure of Link (1987) — fim da linha, com Link despertando uma princesa adormecida há gerações.

Detalhe de colecionador: a ordem entre Link&#8217;s Awakening e os jogos Oracle mudou. O Hyrule Historia (2011) colocava Link&#8217;s Awakening depois; a Zelda Encyclopedia (2018) inverteu. A ordem acima é a vigente.

The Legend of Zelda: A Link to the Past &#8211; Nintendo / Credito

O que mudou na cronologia em 2026

Durante anos ficou uma pergunta sem resposta: onde entram Breath of the Wild e Tears of the Kingdom ?

Os dois nunca foram encaixados em nenhum dos três ramos. E Tears of the Kingdom complicou ainda mais, ao mostrar que Hyrule teria sido fundada por Rauru e Sonia , da raça Zonai — o que criaria dois Ganondorf convivendo: o Gerudo de Ocarina of Time na superfície e o Ganondorf original selado no subsolo. Nunca fechou.

Em setembro de 2026 , depois do Direct de 40 anos que apresentou o remake, a página japonesa do jogo trouxe um quadro revisado com uma mudança discreta e decisiva: uma segunda fundação do Reino de Hyrule , posicionada logo antes da Guerra do Aprisionamento de Tears of the Kingdom — mantendo a primeira, lá no começo, onde sempre esteve.

A leitura que a comunidade tirou disso é que a Hyrule de Rauru é uma refundação , muito à frente de toda a cronologia clássica. O lugar simplesmente voltou a se chamar Hyrule — do mesmo jeito que o herói sempre volta a se chamar Link.

No código-fonte da mesma página, criadores de conteúdo encontraram os dois jogos descritos como um epílogo compartilhado : o ponto em que os três ramos se encontram. A ideia já era defendida pelos produtores da série — Breath of the Wild e Tears of the Kingdom se passam tão adiante que as três linhas viraram lenda, e separar lenda de história ficou impossível dentro do próprio universo.

Vale a ressalva: a expressão &#8220;epílogo compartilhado&#8221; não é texto publicado pela Nintendo, e sim um achado no código da página. A leitura da refundação também é interpretação do gráfico, não declaração oficial.

As mecânicas de Zelda que a indústria inteira copiou

A cronologia é divertida, mas não é por ela que Zelda importa. A franquia importa porque, várias vezes, ela resolveu um problema que a indústria inteira tinha — e todo mundo copiou a solução.

O Z-targeting resolveu o combate em 3D

Em 1998, jogar em três dimensões era desorientador. Câmeras ruins, noção de profundidade confusa, e acertar um inimigo em movimento era quase sorte.

Ocarina of Time criou o Z-targeting : você aperta um botão, a câmera trava no inimigo e o personagem passa a se mover em relação a ele. O problema deixou de existir.

Hoje isso tem nome genérico — lock-on — e está em praticamente todo jogo de ação em terceira pessoa. De Dark Souls a Red Dead Redemption 2 , a lista é enorme.

O mundo aberto

The Legend of Zelda , lá em 1986, já nasceu com uma proposta incomum: não havia ordem obrigatória. Você escolhia para onde ir e em que sequência encarar as masmorras. Shigeru Miyamoto queria o oposto de Super Mario Bros. , que só ia da esquerda para a direita.

Foi também o primeiro cartucho da história com bateria interna para salvar o progresso — sem isso, a ideia de um mundo grande para explorar aos poucos simplesmente não funcionaria.

Trinta e um anos depois, Breath of the Wild refez o mesmo truque: largou o design de mundo aberto com checklist de ícones e devolveu ao jogador a liberdade de subir em qualquer coisa e ir a qualquer lugar. Foi copiado com a mesma velocidade.

O tempo como mecânica

Ocarina usou a viagem no tempo não como enredo, mas como ferramenta: você planta uma semente no passado e colhe a árvore sete anos depois. Majora&#8217;s Mask foi mais longe, com um ciclo de três dias que reinicia tudo.

Sem esses dois jogos, boa parte dos puzzles temporais que vemos hoje em jogos de ação e aventura não existiria no formato que existe.

Zelda em números: 40 anos de franquia

O primeiro The Legend of Zelda chegou ao Famicom japonês em fevereiro de 1986 . São 40 anos — e poucas obras de entretenimento de qualquer linguagem chegam a essa marca ainda sendo consumidas por público novo.

Breath of the Wild é o jogo mais vendido da série e um dos campeões absolutos do catálogo Nintendo. E chama atenção que os dois títulos mais recentes sejam também os dois maiores em vendas: não é uma franquia vivendo de nostalgia. Ela cresceu.

O remake de Ocarina of Time chega em 5 de novembro

Zelda: Ocarina of Time remake ganha trailer e novidades no Switch 2. &#8211; Nintendo/ Divulgação

O remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time sai em 5 de novembro de 2026 , exclusivo para Nintendo Switch 2, desenvolvido pela Nintendo EPD com produção de Eiji Aonuma e Hidemaro Fujibayashi.

Ele mantém história e estrutura do original de 1998 — o que significa que o ponto de bifurcação da cronologia segue exatamente onde estava. O que muda é tudo ao redor: visual refeito, câmera livre, botão de pulo, Hyrule Castle Town explorável em vez de cenário fixo, ciclo de tempo contínuo e cutscenes dubladas.

Duas novidades chamam mais atenção. A ocarina pode ser tocada pelo microfone do console — dá para cantar as melodias. E a história é narrada por uma tapeçaria que vai sendo montada ao longo da gameplay, com personagens de traço quase de marionete. Há quem leia isso como o jogo se apresentando como uma lenda sendo contada — o que conversa bem com a ideia de que, na era de Breath of the Wild , tudo isso virou folclore.

Eu joguei a demo e escrevi as minhas primeiras impressões aqui — resumo: nunca tinha jogado o original, e o clássico envelheceu muito bem.

A corrida pelo console

O hype produziu números concretos. A Nintendo lançou um Switch 2 em edição Zelda , com Pro Controller temático, que chegou às lojas em 29 de outubro por US$ 519,99 — e esgotou em boa parte dos varejistas internacionais antes mesmo de sair.

No Brasil, a pré-venda da edição física do jogo, aberta em 16 de setembro por cerca de R$ 409, acabou em aproximadamente dez minutos . A versão digital, a R$ 329,90, seguiu disponível.

Colocar um remake de um jogo de 1998 nesse patamar de disputa diz bastante sobre o tamanho da franquia.

E tem filme vindo aí

O live-action de The Legend of Zelda estreia em 30 de abril de 2027 , dirigido por Wes Ball ( Planeta dos Macacos: O Reinado ), com roteiro de T. S. Nowlin. A produção é da Columbia Pictures em parceria com a própria Nintendo e a OddBall Entertainment, com distribuição Sony.

Benjamin Evan Ainsworth vive Link e Bo Bragason é Zelda. As filmagens aconteceram na Nova Zelândia entre novembro de 2025 e abril de 2026.

Na esquerda o Benjamim (Link) e na direita Bo (Zelda) &#8211; Divulgação

A data já foi remarcada duas vezes — era março, virou 7 de maio e acabou em 30 de abril de 2027. É o passo mais arriscado da Nintendo desde que ela decidiu levar suas franquias para o cinema, e vem logo depois do sucesso da linha de animação do Mario.

Além do fã

Preciso ser honesta: eu não sou Zeldamaníaca. Não tenho a memória afetiva de ter jogado na infância, não sei de cor a melodia da Ocarina e, até pegar a demo do remake, eu nunca tinha jogado Ocarina of Time .

Mas trabalho com entretenimento há mais de 15 anos, e tem uma coisa que eu sei reconhecer: são pouquíssimas obras que atravessam 40 anos e continuam sendo jogadas, discutidas e esperadas por gente que nem era nascida quando elas saíram.

O que me chamou atenção no hype do remake não foi a nostalgia em si. Foi a conversão dela. Pré-venda esgotando em dez minutos no Brasil. Console em edição especial sumindo “das prateleiras” instantaneamente. Gente de 20 e poucos anos, que nunca encostou num Nintendo 64, ansiosa por um jogo de 1998.

Isso não é só saudade. É uma franquia que construiu lore suficiente para sustentar décadas de teoria, mecânicas boas o bastante para a indústria inteira copiar, e uma relação com o público forte o suficiente para transformar um remake em um dos lançamentos mais esperados de 2026.

Eu continuo não sendo Zeldomaníaca. Mas saí da demo com bem mais admiração do que entrei — e com um pouco de inveja de quem tem essa memória afetiva para reviver.

Perguntas frequentes sobre a cronologia de Zelda

Qual é o primeiro jogo da cronologia de Zelda? Skyward Sword (2011). Ele conta a origem da Master Sword, do primeiro Link e da maldição que gera todos os jogos seguintes.

Por que a cronologia de Zelda tem três linhas do tempo? Porque Ocarina of Time termina com três desfechos simultâneos: Link volta ao passado (Era da Criança), o futuro que ele deixou continua sem herói (Era do Adulto), e existe a possibilidade de ele ter perdido a batalha final (Herói Derrotado).

Preciso jogar os jogos de Zelda em ordem? Não. Cada título é uma história independente. As únicas sequências diretas são Majora&#8217;s Mask , Tears of the Kingdom e Phantom Hourglass .

Onde Breath of the Wild e Tears of the Kingdom se encaixam? No ponto final, depois de todos os ramos. O quadro atualizado em setembro de 2026 os trata como o encontro das três linhas do tempo.

Quando sai o remake de Ocarina of Time? Em 5 de novembro de 2026, exclusivo para Nintendo Switch 2.

Quando estreia o filme de Zelda? Em 30 de abril de 2027, dirigido por Wes Ball, com Benjamin Evan Ainsworth como Link e Bo Bragason como Zelda.

Quantos jogos tem a franquia The Legend of Zelda? São 20 títulos na linha principal da cronologia oficial, sem contar spin-offs como a série Hyrule Warriors .

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Reportagem completa: https://olhardigital.com.br/2026/10/28/games-e-consoles/cronologia-zelda-ordem-oficial-jogos/

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