O candidato derrotado na eleição presidencial cruzou a fronteira pela Ponte Internacional Tancredo Neves às 22h50 de 3ª feira (27.out), no horário local. O avião decolou do aeroporto de Puerto Iguazú à 0h21 de 4ª feira (28.out), com escala em Guayaquil (Equador).

A apuração do Clarín indica que Caputo acompanhou a operação desde o início. O assessor viajou a Puerto Iguazú em um voo comercial, com um pequeno grupo de colaboradores, e monitorou do aeroporto os preparativos para o embarque. A equipe buscava impedir a divulgação de fotos e vídeos da saída da família.

Segundo a reportagem, empresas vinculadas à Embaixada dos Estados Unidos contrataram o voo da Baires Fly , em um Gulfstream G400 de matrícula LV-JQW. O avião aguardava em Puerto Iguazú desde a noite de 2ª feira (26.out).

Na manhã de 3ª feira, quando jornalistas e aliados ainda tentavam localizar Flávio, Caputo publicou em seu perfil do X uma imagem do filme “O Grande Truque” , dirigido por Christopher Nolan. A postagem saiu minutos antes de a Direção Nacional de Migrações da Argentina declarar que não havia registro da entrada do senador no país. Caputo não mencionou Flávio na publicação.

Mais tarde, Caputo criticou a cobertura jornalística da viagem e a classificou como um vexame. Segundo o Clarín , integrantes do próprio governo argentino o identificaram como um dos participantes da organização da saída de Flávio.

O jornal afirma ainda que Caputo mantém contato direto com empresários e integrantes do movimento político do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), alguns deles influentes na Casa Branca.