No início do mês, o Ibovespa havia renovado a máxima histórica em 209.713 pontos e entrado em um período de lateralização. Após o segundo turno, porém, o mercado rompeu essa estrutura e passou a acumular perdas expressivas.

No gráfico diário , observo que o índice permanece abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, com afastamento considerável dessas referências. A configuração mantém o viés negativo e reforça o predomínio da pressão vendedora.

O IFR (14) recuou para 27,09 , entrando na região de sobrevenda. Na minha leitura, essa condição aumenta a possibilidade de repiques técnicos, mas ainda não representa um sinal de reversão. Para que o cenário comece a melhorar, será necessário recuperar resistências importantes e reduzir o afastamento das médias.

Uma reação compradora mais consistente dependerá inicialmente da superação da faixa de 181.400/189.487 pontos . Acima dela, os próximos objetivos ficam em 203.050 pontos e na máxima histórica de 209.713 pontos .

Pelo lado vendedor, acompanho os suportes em 169.516/164.835 pontos . A perda confirmada dessa região poderá aprofundar a correção em direção aos 157.120 pontos .

Gráfico de 60 minutos

No gráfico de 60 minutos , identifico a continuidade da estrutura de baixa, com o Ibovespa negociando abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos e ainda afastado dessas referências.

Para iniciar uma recuperação, o índice precisará superar a resistência imediata em 171.800 pontos e, posteriormente, as faixas de 178.530/181.565 pontos . Caso confirme esse movimento com entrada de volume, poderá buscar 189.487/195.305 pontos e, em seguida, 199.354/203.050 pontos .

No sentido contrário, a perda dos suportes em 170.160/169.515 pontos poderá intensificar o fluxo vendedor. Abaixo dessa faixa, vejo espaço para testes em 167.530/166.210 pontos , com alvos mais longos em 164.835/163.570 pontos .

Fonte: Nelogica. Gráfico 60 minutos. Elaboração Rodrigo Paz

Os contratos de mini-índice (WINZ26) , com vencimento em dezembro, encerraram a última sessão (28/10) em forte queda de 2,84%, aos 173.300 pontos .

O mini-índice ampliou o movimento de baixa e encerrou abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos, mantendo o fluxo vendedor no controle. Para o próximo pregão, acompanho como referências imediatas o suporte em 173.070/172.225 pontos e a resistência em 173.455/174.325 pontos . A perda do suporte poderá aprofundar a queda, enquanto a superação da resistência será o primeiro passo para uma reação compradora.

Nos gráficos diário e de 60 minutos, a estrutura permanece negativa, com o contrato abaixo das médias móveis e ainda afastado dessas referências. O diário já indica sobrevenda, o que aumenta a possibilidade de repiques técnicos, mas ainda não há sinal suficiente para confirmar uma reversão.

Fonte: Nelogica. Gráfico 15 minutos. Elaboração Rodrigo Paz

Confira o que esperar para o mini-índice nesta quinta-feira (29)

Os contratos de minidólar (WDOX26) , com vencimento em novembro, encerraram a última sessão (28/10) no campo negativo, com queda de 0,16% , aos 5.348,5 pontos .

O minidólar deu continuidade à correção após a forte alta de segunda-feira e terminou a sessão abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos. Para o próximo pregão, acompanho como referências imediatas o suporte em 5.338/5.310 pontos e a resistência em 5.367/5.397 pontos . A saída desse intervalo poderá indicar se a realização será aprofundada ou se o contrato retomará a recuperação.

No gráfico diário, a estrutura permanece positiva, com o ativo acima das médias de 9, 21 e 200 períodos, embora a volatilidade recente recomende cautela. No gráfico de 60 minutos, o contrato está entre as médias curtas, sinalizando menor definição direcional no curto prazo.

Fonte: Nelogica. Gráfico 15 minutos. Elaboração Rodrigo Paz

Confira o que esperar para o minidólar nesta quinta-feira (29).

O contrato futuro de Bitcoin (BITV26) , com vencimento em outubro, encerrou a última sessão em alta de 0,55% , aos 435.020 pontos .

Na minha leitura do gráfico diário, o avanço manteve o movimento de recuperação, mas levou o contrato para perto da primeira faixa de resistência. A reação nessa região será importante para definir se os compradores conseguirão prolongar a alta ou se os vendedores voltarão a pressionar os preços.

A região das médias móveis continua funcionando como referência para o movimento. Sua perda, acompanhada de volume vendedor, poderá enfraquecer a estrutura e desencadear uma correção mais intensa. O IFR (14), em 56,70 pontos , permanece neutro, sem indicar sobrecompra ou sobrevenda.

Para retomar o fluxo de baixa, o contrato precisará perder 424.900/399.325 pontos . Abaixo dessa faixa, acompanho os alvos em 393.780/388.590 pontos e, posteriormente, em 373.975/356.060 pontos .

Para dar continuidade à alta, será necessário superar 437.260/462.845 pontos . O rompimento dessa região poderá abrir caminho para 478.370/520.515 pontos e, em um movimento mais longo, para 590.020/646.935 pontos .

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração Rodrigo Paz

Suporte e resistência

Confira, agora, os principais pontos de suporte e resistência para os minicontratos de dólar e de índice para esta quinta-feira (29).

IM Points. Fonte: Nelogica.

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)

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