A prisão faz parte da Operação Tomada de Contas, autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ao todo, foram expedidos seis mandados de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão, com cumprimento em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Mais de 180 policiais federais participam da ação, que também prevê bloqueio de bens e acesso a informações protegidas por sigilo para aprofundar o rastreamento das operações financeiras investigadas.

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PF apura pressão sobre fornecedores

Uma das suspeitas é de que a interrupção de contratos administrativos tenha sido utilizada como instrumento de pressão contra empresas que prestavam serviços ao tribunal.

Os investigadores procuram esclarecer se decisões sobre a continuidade de contratos e a liberação de pagamentos foram tomadas de maneira irregular, com possível favorecimento de determinados fornecedores.

Outra frente da investigação envolve movimentações financeiras de servidores do TCE-MT. A Polícia Federal identificou transações consideradas atípicas, incluindo depósitos bancários e retiradas frequentes de dinheiro em espécie realizadas nas dependências do órgão.

A apuração busca estabelecer se esses valores estão relacionados às decisões administrativas investigadas e identificar eventuais beneficiários das operações.

O material apreendido e as informações bancárias obtidas deverão ser utilizados para reconstruir o caminho dos recursos e verificar a participação dos investigados.

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