O resultado foi afetado por itens extraordinários que somaram cerca de US$ 8,9 bilhões, em grande parte relacionados a uma baixa contábil no valor da participação da Volkswagen na Porsche.
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A receita de vendas da montadora também caiu 6% no terceiro trimestre, para US$ 87,1 bilhões.
Após a divulgação dos resultados, as ações da Volkswagen caíam 2%.
A empresa enfrenta uma concorrência cada vez mais acirrada na China, onde disputa espaço com fabricantes locais, além de custos bilionários com tarifas comerciais. Na Europa, a montadora também enfrenta gastos elevados para ampliar sua atuação no mercado de veículos elétricos, enquanto fabricantes chineses avançam na região.
O plano enfrenta forte oposição dos sindicatos, que consideram possíveis greves a partir do início de 2027.
Em declaração em vídeo, o diretor financeiro da Volkswagen, Arno Antlitz, afirmou que os resultados dos nove primeiros meses do ano mostram a necessidade de acelerar as mudanças na empresa.
“Não podemos nos dar ao luxo de perder tempo. Precisamos agir com rapidez e determinação”, disse.
Antlitz também destacou que a margem operacional da Volkswagen nos nove primeiros meses do ano foi de apenas 3,8%, mesmo antes de considerar os itens extraordinários.
“Isso não é suficiente a longo prazo”, afirmou.
Em setembro, a Volkswagen já havia sinalizado custos extraordinários de cerca de US$ 11,2 bilhões e reduzido sua previsão de margem de lucro para 2026. A empresa passou a projetar um percentual máximo de 1%.
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