Com o resultado, ‌o índice passou a acumular alta de 5,24% em 12 meses. A expectativa em pesquisa da Reuters era de uma elevação de 1,59% em outubro.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura ⁠a ‌variação dos preços no atacado, teve alta de 1,93% em ⁠outubro, abaixo da aceleração de 2,08% observada em setembro.

“A menor variação do IPA decorreu da desaceleração dos produtos agropecuários, que avançaram 1,29%, ante 3,07% em setembro. Os principais responsáveis por esse movimento foram os preços do ​milho, da soja, do tomate e da batata-inglesa”, disse Matheus Dias, economista do FGV IBRE.

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Na mesma linha, o Índice de ​Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, também desacelerou, aumentando 0,45% em outubro, contra uma elevação de 0,50% em setembro, influenciado principalmente pela queda expressiva das tarifas de energia elétrica residencial.

“No entanto, o principal ‌sinal de atenção vem dos preços dos ​alimentos in natura, especialmente do grupo Hortaliças e Legumes, que, diferentemente dos preços ao produtor, aceleraram na passagem mensal, registrando alta de 10,6%. Entre ⁠os fatores que ​explicam esse movimento ​estão condições climáticas mais adversas do que o padrão sazonal histórico, que intensificaram ⁠as restrições de oferta em alguns ​produtos, como o tomate. Para os próximos meses, a expectativa é de manutenção da volatilidade desses preços. Além disso, os efeitos ​do El Niño aumentam a probabilidade de novas pressões sobre o grupo Gêneros Alimentícios, que deverá continuar ​apresentando elevações expressivas”, ⁠disse Dias.

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O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, acelerou a alta ⁠em outubro, para uma elevação de 0,35%, contra 0,25% em setembro.

O IGP-M calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

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