Para o JPMorgan, os números foram mistos, com o lucro acima das projeções, mas o EBITDA abaixo do esperado, pressionado pela fraqueza dos volumes de cerveja no Brasil.
Às 10h10, as ações da companhia caíam 1,58%, cotadas a R$ 14,98.
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A receita líquida cresceu 7,6% organicamente na comparação anual, para R$ 21,6 bilhões, superando em 1,6% a projeção do JPMorgan. Já o EBITDA normalizado avançou 8,9% organicamente, para R$ 7,27 bilhões, mas ficou 0,5% abaixo da estimativa do banco e 1,5% aquém do consenso.
O lucro líquido normalizado somou R$ 4,27 bilhões, alta de 14,1% em um ano, superando as projeções. Segundo o JPMorgan, porém, parte da surpresa positiva veio de ganhos cambiais sem efeito caixa sobre saldos em dólares, provavelmente na Bolívia, e não de uma melhora operacional.
A divisão de cerveja no Brasil foi o principal ponto de atenção, com crescimento de apenas 0,5% na comparação anual, 2,4% abaixo do esperado pelo banco. A margem EBITDA recuou 1,3 ponto percentual organicamente, pressionada por despesas gerais, administrativas e de vendas acima das estimativas.
O banco mantém recomendação neutra para a ação e preço-alvo de R$ 16,50.
Para a XP Investimentos, a AmBev reportou um resultado significativamente abaixo das nossas estimativas e do consenso, apesar de ainda apresentar crescimento na base anual beneficiado por comparações fáceis.
Na avaliação dos analistas Henrique Brustolin e J. Ricardo Rosalen, do Bradesco BBI, a execução comercial da Ambev continua positiva, com ganhos de participação de mercado, bom desempenho das marcas premium e volumes resilientes em um ambiente de consumo desafiador. Ainda assim, o 3T26 reforçou as dúvidas dupla sobre a sustentabilidade do crescimento de Cerveja Brasil.
Os volumes avançaram apenas 0,5%, apesar da fraca base de comparação e da contribuição da Copa do Mundo, enquanto a receita por hectolitro cresceu 4,8%, indicando poder de precificação limitado. A estratégia de preservar a acessibilidade dos produtos pode favorecer o relacionamento com os consumidores e a participação de mercado, mas dificulta a expansão das receitas e margens no curto prazo, especialmente diante do possível retorno das pressões de custos em 2027.
O BBI manteve recomendação neutra e preço-alvo de R$ 15,00 para ABEV3 .
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