A melhora foi impulsionada pelo crescimento da arrecadação, que superou o avanço das despesas. Em termos reais, descontada a inflação, a receita líquida aumentou 6,5%, o equivalente a R$ 115,6 bilhões, enquanto os gastos cresceram 5,4%, ou R$ 102,1 bilhões.

O resultado conjunto do Tesouro Nacional e do Banco Central foi superavitário em R$ 213,1 bilhões. Já o RGPS (Regime Geral de Previdência Social) apresentou deficit de R$ 303,2 bilhões, principal fator de pressão sobre as contas federais.

As despesas previdenciárias cresceram R$ 31,7 bilhões em termos reais, alta de 3,8%, impulsionadas pelo aumento do número de beneficiários e pela política de valorização do salário mínimo.

Também houve crescimento de R$ 27,7 bilhões nas despesas discricionárias, principalmente nas áreas de Saúde e Educação, e de R$ 20,6 bilhões nos créditos extraordinários, associados às medidas para reduzir os impactos econômicos dos conflitos no Oriente Médio.

Do lado das receitas, os principais avanços vieram do Imposto de Renda, com aumento real de R$ 27 bilhões, das receitas de exploração de recursos naturais, com R$ 23,8 bilhões, e do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), com R$ 12,2 bilhões.

SETEMBRO TEM SUPERAVIT

Apesar do deficit acumulado, o Governo Central registrou superavit de R$ 4,8 bilhões em setembro, revertendo o resultado negativo de R$ 14,4 bilhões no mesmo mês de 2025.

O desempenho superou a mediana das expectativas do Prisma Fiscal, do Ministério da Fazenda, que indicava deficit de R$ 7,5 bilhões.

A receita líquida cresceu 13,6% em termos reais na comparação anual, enquanto as despesas aumentaram 2,4%.