No mesmo mês, a arrecadação com o imposto de exportação sobre o petróleo bruto somou R$ 2,9 bilhões. A cobrança foi alterada pelo governo federal como parte das medidas relacionadas à alta dos preços internacionais do petróleo.
Além do imposto, as receitas provenientes da exploração de recursos naturais cresceram 71,9% em termos reais na comparação com setembro de 2025, um aumento de R$ 5,7 bilhões.
Segundo o Tesouro, o avanço foi impulsionado pela elevação do preço internacional do barril, pelo crescimento da produção e pelas receitas de comercialização de petróleo e gás natural da União pela PPSA (Pré-Sal Petróleo S.A.).
De janeiro a setembro, as subvenções econômicas relacionadas à produção, comercialização e importação de combustíveis derivados do petróleo somaram R$ 15,4 bilhões. Essas despesas contribuíram para o crescimento dos créditos extraordinários, que aumentaram R$ 20,6 bilhões em termos reais no acumulado do ano.
Do lado da arrecadação, as receitas de exploração de recursos naturais avançaram R$ 23,8 bilhões em termos reais nos 9 primeiros meses de 2026, alta de 23%.
O imposto de exportação sobre o petróleo bruto também contribuiu para o crescimento das receitas administradas pela Receita Federal. Segundo o Tesouro, as alterações tributárias elevaram os recolhimentos a partir de maio.
O relatório não discrimina o valor total arrecadado com esse imposto de janeiro a setembro, mas informa que a cobrança contribuiu para o aumento de R$ 24,5 bilhões nas demais receitas administradas pela Receita Federal.
O crescimento das receitas petrolíferas ajudou o Governo Central a registrar superavit primário de R$ 4,8 bilhões em setembro, ante deficit de R$ 14,4 bilhões no mesmo mês de 2025.
Apesar do resultado positivo, o governo acumula deficit de R$ 90,2 bilhões no ano.

