A maior montadora da Europa registrou um prejuízo operacional de 5,9 bilhões de euros (US$ 6,59 bilhões) durante o trimestre, afetada por itens extraordinários que totalizaram cerca de 8 bilhões de euros, em grande parte relacionados a uma baixa contábil no valor de sua participação na subsidiária Porsche.
“Os resultados dos nove meses deixam uma coisa clara: não podemos nos dar ao luxo de perder tempo. Precisamos agir com rapidez e determinação”, afirmou o diretor financeiro Arno Antlitz em uma declaração em vídeo.
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A receita de vendas também caiu 6% no terceiro trimestre , para 75,3 bilhões de euros.
As ações caíam 2% após a divulgação do relatório trimestral.
Os resultados ressaltam a pressão sobre a Volkswagen para reformular seu modelo de negócios diante da concorrência acirrada na China, bilhões em custos anuais com tarifas e uma expansão onerosa dos veículos elétricos na Europa, onde os rivais chineses também estão ganhando terreno.
O presidente-executivo Oliver Blume planeja cortar 100 mil empregos em toda a empresa, o que inclui as marcas Audi e Porsche .
Até quatro fábricas na Alemanha correm o risco de fechamento de acordo com seu plano, que tem enfrentado forte oposição dos sindicatos e possíveis greves a partir do início do próximo ano.
Antlitz afirmou que, mesmo antes dos itens extraordinários, a margem operacional da Volkswagen após nove meses era de apenas 3,8% .
“Isso não é suficiente a longo prazo”, acrescentou ele.
No mês passado, a Volkswagen sinalizou custos extraordinários de 10 bilhões de euros, ao mesmo tempo em que reduziu drasticamente sua previsão de margem de lucro para 2026 para um máximo de 1%.

