O prefeito de Angical do Piauí, Bruno Neto (MDB), enfrenta uma série de desafios de saúde desde que recebeu o diagnóstico de leucemia, em novembro de 2024, cerca de um mês após ser eleito. Aos 40 anos, ele passou por cirurgias para retirar o baço e o estômago, fez um transplante de medula óssea e enfrentou três recaídas da doença.
Em outubro de 2026, o gestor relatou uma nova complicação durante o tratamento: perdeu os movimentos das pernas e passou a depender de uma cadeira de rodas para se locomover. Após receber alta hospitalar em São Paulo, no dia 28 de outubro, ele retornou ao Piauí para iniciar um processo intensivo de reabilitação neurológica, com duração prevista de dois a três meses.
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Ao longo do tratamento, Bruno compartilhou nas redes sociais etapas da luta contra o câncer, os períodos de internação e os impactos da doença na rotina familiar. Também mobilizou apoiadores para conseguir acesso a uma nova terapia recomendada pelos médicos.
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Diagnóstico e primeiras cirurgias
Bruno Neto descobriu a leucemia mieloide crônica em novembro de 2024. A doença é um tipo de câncer que se desenvolve na medula óssea e afeta a produção de células do sangue.
Nos primeiros meses de tratamento, o prefeito passou por diferentes procedimentos cirúrgicos. Em janeiro de 2025, retirou parte do baço. No mês seguinte, foi submetido a uma cirurgia para retirar parte do estômago.
Em 6 de maio de 2025, passou por um transplante de medula óssea em São Paulo. A doação foi feita pelo irmão mais novo do prefeito.
Ao completar um ano do diagnóstico, em outubro de 2025, Bruno relatou a dimensão do tratamento. Segundo ele, foram quase 200 dias internado, 19 punções na lombar, seis meses usando sonda para se alimentar e uma perda de 34 quilos.
O prefeito também contou que teve osteonecrose na cabeça do fêmur, condição que provoca a morte de parte do tecido ósseo por falta de irrigação sanguínea, e passou um mês sem poder apoiar o pé no chão.
Leucemia voltou três vezes
A primeira recaída ocorreu em setembro de 2025, quatro meses após o transplante. Depois de um novo tratamento, Bruno recebeu alta e voltou para casa em outubro daquele ano.
Em abril de 2026, ele anunciou uma segunda recaída. Na ocasião, contou que alterações na visão o levaram a procurar atendimento médico. Exames de sangue identificaram o retorno da doença.
O prefeito voltou a São Paulo para consultas e exames e iniciou uma nova etapa do tratamento. Em junho, retornou para casa.
A terceira recaída foi anunciada em outubro de 2026. Após avaliação médica, Bruno informou que recebeu duas opções de tratamento: um segundo transplante de medula óssea ou a terapia CAR-T Cell, que utiliza células de defesa do próprio paciente modificadas em laboratório para combater o câncer.
O prefeito iniciou uma mobilização nas redes sociais para conseguir acesso ao tratamento. Segundo ele, o procedimento custa cerca de R$ 3 milhões.
Nova complicação e reabilitação
Em outubro de 2026, Bruno relatou outra complicação durante o tratamento. Segundo ele, exames apontaram uma lesão na medula associada aos medicamentos utilizados nas sessões de quimioterapia intratecal, procedimento em que a medicação é administrada no líquido que envolve o cérebro e a medula espinhal.
O gestor afirmou que está sem caminhar desde 16 de outubro. Diante do quadro, os médicos recomendaram a suspensão da medicação e o início imediato da reabilitação neurológica.
Após receber alta hospitalar em São Paulo, Bruno retornou ao Piauí para fazer o tratamento intensivo em uma clínica especializada em Teresina. A previsão é que ele permaneça de dois a três meses em reabilitação, período em que ficará afastado das atividades presenciais da prefeitura.
O vice-prefeito Elda Jordão assumirá temporariamente a administração municipal a partir dos primeiros dias de novembro.
Apesar das dificuldades, Bruno afirmou que pretende continuar lutando pela recuperação.
“Não é fácil ficar sem caminhar e depender dos outros para tudo. Mas eu não sou de desistir. Vou batalhar mais uma vez para ficar bem”, declarou.
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